Paulo Afonso · BA
Última hora
Operação prende 14 suspeitos em Salvador nesta manhãSTF retoma julgamento sobre marco temporal nesta tardeVitória empata em casa pela Copa do BrasilVagas de emprego no polo de Camaçari saltam 22%Salvador registra maior volume de chuva do mês
PI 637
Polícia

Prisão temporária de mãe e padrasto por morte de menino de 9 em BH

Em BH, Justiça decretou prisão temporária da mãe e do padrasto suspeitos de espancar até a morte o menino Arthur, de 9 anos; laudos apontam hematomas.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Polícia
17 de outubro, 2025 · 16:22 2 min de leitura
Imagem: Reprodução
Imagem: Reprodução

A Justiça de Belo Horizonte determinou a prisão temporária de Lauriza Pereira de Brito, 24 anos, e do padrasto Deivisson Moreira, 39 anos. Eles são suspeitos de espancar até a morte o menino Arthur Pereira Alves, 9 anos. As agressões teriam ocorrido em 21 de agosto, no bairro Flávio Marques Lisboa, na região do Barreiro. A criança foi levada ao Hospital Júlia Kubitschek dois dias depois e morreu em 23 de agosto.

Publicidade

Poucos dias antes do crime, Arthur foi filmado cantando a música “Um Novo Dia Virá”, de Rayne Almeida — versão em português de “Someone You Loved”. O vídeo foi divulgado pela Itatiaia e repercutiu nas redes sociais.

Investigação

Em coletiva realizada nesta quinta-feira (16/10), a Polícia Civil detalhou as apurações. Segundo o delegado Evandro Radaelli, a mãe confessou as agressões e disse ter “passado do ponto”.

“passado do ponto”, disse a mãe, segundo o delegado Evandro Radaelli.

Testemunhas relataram que vizinhos ouviram pedidos de socorro antes de Arthur ser levado ao hospital. Exames periciais apontaram lesões incompatíveis com a versão inicial de queda na escola, incluindo hematomas múltiplos e sinais de hemorragia.

Publicidade

Relatos de maus-tratos e negligência anteriores também constam nas apurações. Os dois irmãos de Arthur — um menino de 6 anos e um bebê de 6 meses — foram acolhidos pelo Conselho Tutelar.

Os investigadores registraram menções de que o casal seria usuário de drogas. O padrasto negou ter presenciado as agressões, mas a polícia trabalha com a hipótese de omissão. O caso pode ser analisado à luz da Lei Henry Borel, que equipara omissão a homicídio em contextos de violência contra crianças e adolescentes.

A Justiça autorizou a prisão temporária dos dois suspeitos, e a Polícia Civil segue com diligências para ouvir novas testemunhas e aguardar os laudos periciais. A corporação informou ainda que a mãe já havia sido presa em flagrante por tráfico de drogas em anos anteriores; segundo a polícia, o padrasto não tinha registros criminais.

Orientação às pessoas

As autoridades reforçaram que qualquer suspeita de violência contra crianças e adolescentes deve ser comunicada imediatamente. Canais indicados:

  • Disque 100 (Direitos Humanos)
  • Conselho Tutelar
  • Polícia Militar — telefone 190

O caso segue sob investigação do Departamento de Homicídios.

Leia também