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Polícia

Prisão temporária de mãe e padrasto por morte de menino de 9 em BH

Em BH, Justiça decretou prisão temporária da mãe e do padrasto suspeitos de espancar até a morte o menino Arthur, de 9 anos; laudos apontam hematomas.

Redação ChicoSabeTudo
17 de outubro, 2025 · 13:22 2 min de leitura
Imagem: Reprodução
Imagem: Reprodução

A Justiça de Belo Horizonte determinou a prisão temporária de Lauriza Pereira de Brito, 24 anos, e do padrasto Deivisson Moreira, 39 anos. Eles são suspeitos de espancar até a morte o menino Arthur Pereira Alves, 9 anos. As agressões teriam ocorrido em 21 de agosto, no bairro Flávio Marques Lisboa, na região do Barreiro. A criança foi levada ao Hospital Júlia Kubitschek dois dias depois e morreu em 23 de agosto.

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Poucos dias antes do crime, Arthur foi filmado cantando a música “Um Novo Dia Virá”, de Rayne Almeida — versão em português de “Someone You Loved”. O vídeo foi divulgado pela Itatiaia e repercutiu nas redes sociais.

Investigação

Em coletiva realizada nesta quinta-feira (16/10), a Polícia Civil detalhou as apurações. Segundo o delegado Evandro Radaelli, a mãe confessou as agressões e disse ter “passado do ponto”.

“passado do ponto”, disse a mãe, segundo o delegado Evandro Radaelli.

Testemunhas relataram que vizinhos ouviram pedidos de socorro antes de Arthur ser levado ao hospital. Exames periciais apontaram lesões incompatíveis com a versão inicial de queda na escola, incluindo hematomas múltiplos e sinais de hemorragia.

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Relatos de maus-tratos e negligência anteriores também constam nas apurações. Os dois irmãos de Arthur — um menino de 6 anos e um bebê de 6 meses — foram acolhidos pelo Conselho Tutelar.

Os investigadores registraram menções de que o casal seria usuário de drogas. O padrasto negou ter presenciado as agressões, mas a polícia trabalha com a hipótese de omissão. O caso pode ser analisado à luz da Lei Henry Borel, que equipara omissão a homicídio em contextos de violência contra crianças e adolescentes.

A Justiça autorizou a prisão temporária dos dois suspeitos, e a Polícia Civil segue com diligências para ouvir novas testemunhas e aguardar os laudos periciais. A corporação informou ainda que a mãe já havia sido presa em flagrante por tráfico de drogas em anos anteriores; segundo a polícia, o padrasto não tinha registros criminais.

Orientação às pessoas

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As autoridades reforçaram que qualquer suspeita de violência contra crianças e adolescentes deve ser comunicada imediatamente. Canais indicados:

  • Disque 100 (Direitos Humanos)
  • Conselho Tutelar
  • Polícia Militar — telefone 190

O caso segue sob investigação do Departamento de Homicídios.

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