A Polícia Civil prendeu um policial militar na tarde desta segunda-feira (16), no bairro da Pituba, em Salvador, na Bahia. Ele é investigado por envolvimento em um complexo esquema de fraudes na compra de abadás de Carnaval, que usava tecnologia para reduzir o preço dos produtos de forma ilícita.
A prisão do PM acontece como parte da “Operação Abadá”, que já havia levado à detenção de outros dois homens e uma mulher no último dia 14 de fevereiro, todos suspeitos de integrar o mesmo grupo criminoso. A ação tem como objetivo reprimir a venda clandestina de abadás, combater golpes contra os consumidores e coibir a circulação de produtos irregulares durante o Carnaval.
Detalhes da Investigação e Modo de Operar do Grupo
De acordo com as investigações da Delegacia de Defesa do Consumidor (Decon), o grupo criminoso utilizava um software específico para alterar o valor das compras online. Com esse programa, eles conseguiam reduzir o preço dos abadás para quantias mínimas, lesando as empresas vendedoras e, consequentemente, afetando o mercado e os consumidores que compravam de forma honesta.
O policial militar preso nesta segunda-feira já estava sendo procurado pelas autoridades. No sábado (14), equipes da Decon, com apoio da Força Correcional Especial Integrada (FORCE/SSP) e da Corregedoria da Polícia Militar, realizaram buscas em um centro comercial no bairro do Caminho das Árvores, também em Salvador. Na ocasião, o PM percebeu a presença policial e conseguiu fugir, mas sua liberdade durou pouco.
Publicidade“Nossa equipe tem trabalhado incansavelmente para garantir que a festa do Carnaval seja segura e justa para todos. A prisão de mais um envolvido neste esquema de fraudes mostra a seriedade da operação e nosso compromisso com o consumidor”, disse um porta-voz da polícia, sem ser identificado.
Durante as ações, que contaram com a colaboração da Força Correcional Especial Integrada da Secretaria da Segurança Pública (FORCE/SSP) e da Corregedoria da Polícia Militar, três mandados de busca e apreensão foram cumpridos. Três celulares foram recolhidos pelas equipes e agora serão minuciosamente analisados para reunir mais provas e ajudar a aprofundar as investigações.
Prisão e Continuidade da Operação
O policial militar foi levado para a Delegacia de Defesa do Consumidor (Decon), onde o mandado de prisão foi cumprido. Ele vai responder pelos crimes de associação criminosa, estelionato (fraude financeira) e invasão de dispositivo eletrônico.
- Associação Criminosa: por fazer parte de um grupo organizado para cometer crimes.
- Estelionato: por aplicar golpes financeiros, enganando vendedores e consumidores.
- Invasão de Dispositivo Eletrônico: por usar um programa para manipular os sistemas de compra.
A “Operação Abadá” continua ativa e as ações de combate às fraudes e ao comércio ilegal de produtos relacionados ao Carnaval seguirão até o fim da maior festa popular da Bahia. A polícia reforça a importância de comprar abadás e outros produtos de fontes confiáveis para evitar ser vítima de golpes.







