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Polícia

Policiais militares enfrentam júri popular por morte de professores após 17 anos de espera

Julgamento em Itabuna decide o destino de PMs acusados de envolvimento no assassinato de líderes sindicais em Porto Seguro.

Redação ChicoSabeTudo
05 de maio, 2026 · 07:41 1 min de leitura

Depois de quase duas décadas de espera por justiça, os policiais militares Sandoval Barbosa dos Santos e Joilson Rodrigues Barbosa sentam no banco dos réus nesta terça-feira (5). O julgamento acontece no Fórum de Itabuna e apura o envolvimento da dupla no assassinato dos professores Álvaro Henrique e Elisney Pereira, ocorrido em 2009.

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As vítimas eram líderes sindicais e estavam à frente de uma greve por melhores salários em Porto Seguro quando foram mortas. Segundo a denúncia do Ministério Público, os professores foram atraídos para uma emboscada na zona rural após receberem a notícia falsa de que a mãe de Álvaro passava mal. Ao chegarem no local, foram executados a tiros.

A investigação aponta que os policiais, que trabalhavam na segurança do então prefeito da época, teriam intermediado a contratação dos atiradores. O crime teria motivação política, já que Álvaro Henrique era um crítico ferrenho da gestão municipal daquele período.

Apesar do júri para os policiais, o homem apontado como mandante do crime não será julgado. O publicitário Edésio Lima, ex-secretário de Governo, teve a punibilidade extinta porque a Justiça reconheceu a prescrição do processo, o que significa que o prazo para puni-lo expirou.

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O sindicato APLB, que acompanha o caso desde o início, mobilizou lideranças e familiares das vítimas para acompanhar a sessão em Itabuna. O Ministério Público também suspeita que outros assassinatos ocorridos na região após o crime principal tenham sido tentativas de queima de arquivo para proteger os envolvidos.

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