Paulo Afonso · BA
Última hora
Operação prende 14 suspeitos em Salvador nesta manhãSTF retoma julgamento sobre marco temporal nesta tardeVitória empata em casa pela Copa do BrasilVagas de emprego no polo de Camaçari saltam 22%Salvador registra maior volume de chuva do mês
PI 637
Polícia

Policiais militares enfrentam júri popular por morte de professores após 17 anos de espera

Julgamento em Itabuna decide o destino de PMs acusados de envolvimento no assassinato de líderes sindicais em Porto Seguro.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Polícia
05 de maio, 2026 · 10:41 1 min de leitura

Depois de quase duas décadas de espera por justiça, os policiais militares Sandoval Barbosa dos Santos e Joilson Rodrigues Barbosa sentam no banco dos réus nesta terça-feira (5). O julgamento acontece no Fórum de Itabuna e apura o envolvimento da dupla no assassinato dos professores Álvaro Henrique e Elisney Pereira, ocorrido em 2009.

Publicidade

As vítimas eram líderes sindicais e estavam à frente de uma greve por melhores salários em Porto Seguro quando foram mortas. Segundo a denúncia do Ministério Público, os professores foram atraídos para uma emboscada na zona rural após receberem a notícia falsa de que a mãe de Álvaro passava mal. Ao chegarem no local, foram executados a tiros.

A investigação aponta que os policiais, que trabalhavam na segurança do então prefeito da época, teriam intermediado a contratação dos atiradores. O crime teria motivação política, já que Álvaro Henrique era um crítico ferrenho da gestão municipal daquele período.

Apesar do júri para os policiais, o homem apontado como mandante do crime não será julgado. O publicitário Edésio Lima, ex-secretário de Governo, teve a punibilidade extinta porque a Justiça reconheceu a prescrição do processo, o que significa que o prazo para puni-lo expirou.

Publicidade

O sindicato APLB, que acompanha o caso desde o início, mobilizou lideranças e familiares das vítimas para acompanhar a sessão em Itabuna. O Ministério Público também suspeita que outros assassinatos ocorridos na região após o crime principal tenham sido tentativas de queima de arquivo para proteger os envolvidos.

Leia também