A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (29), a Operação Argos V em Propriá, no estado de Sergipe. A ação tem como alvo crimes de armazenamento e compartilhamento de arquivos digitais contendo cenas de violência sexual contra crianças e adolescentes.
Um mandado de busca e apreensão foi cumprido no município de Propriá. Segundo a PF, a investigação foi instaurada a partir de provas compartilhadas no âmbito de outra apuração em andamento.
O investigado poderá responder pelos crimes de armazenamento e compartilhamento de imagens e vídeos contendo cenas de abuso sexual infantojuvenil. Todo o material apreendido durante o cumprimento da ordem judicial será submetido a exame pericial.
O objetivo da ação foi recolher computadores, notebooks, celulares e outros dispositivos com capacidade de armazenamento de arquivos que possam conter o material ilegal. Os equipamentos serão analisados por peritos da própria Polícia Federal.
A Operação Argos V integra uma série de ações da PF/SE no combate a esse tipo de crime em estados do Nordeste. O nome da operação faz referência a Argos Panoptes, personagem da mitologia grega conhecido pelos "cem olhos", simbolizando a vigilância permanente no combate a crimes praticados no ambiente virtual. Fases anteriores incluíram ações em Aracaju, Santana do São Francisco — onde, em janeiro de 2026, foi cumprido mandado de busca e apreensão na residência de investigado por compartilhamento de material de abuso sexual infantojuvenil —, e, mais recentemente, na Operação Argos IV, deflagrada em maio de 2026, com cumprimento de mandado no município baiano de Antas, mobilizando cinco policiais federais.
Embora o termo "pornografia" ainda conste no Estatuto da Criança e do Adolescente, a comunidade internacional adota preferencialmente as expressões "abuso sexual de crianças e adolescentes" ou "violência sexual contra crianças e adolescentes", por refletirem com maior precisão a gravidade desses crimes.
A Polícia Federal reforça a importância da prevenção e orienta pais e responsáveis a acompanharem o uso da internet por crianças e adolescentes, como forma de reduzir riscos e proteger possíveis vítimas. O diálogo aberto sobre segurança no ambiente digital e a orientação para que crianças e adolescentes comuniquem situações suspeitas também são medidas importantes de proteção.
Denúncias sobre crimes contra crianças e adolescentes no ambiente digital podem ser feitas pelo portal Comunica PF, ferramenta oficial da Polícia Federal para recebimento de informações da população, ou pelo Disque 100, canal nacional de denúncias de violações de direitos humanos.







