A Polícia Civil da Bahia iniciou, na manhã desta quarta-feira (28), uma grande ação para combater um esquema de fraude na venda de combustíveis. Chamada de Operação Acesso Remoto, a iniciativa mirou postos localizados na Região Metropolitana de Salvador (RMS), especificamente nos municípios de Lauro de Freitas e Simões Filho, na Bahia.
Nesta etapa, sete mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos. O objetivo é desmantelar uma organização criminosa que, segundo as investigações, adulterava combustíveis e enganava os consumidores, manipulando tanto o volume quanto a composição química dos produtos vendidos.
Como a Fraude Funcionava nos Postos
As investigações começaram depois que a Delegacia de Defesa do Consumidor (Decon) recebeu uma denúncia importante do Ministério Público da Bahia (MP-BA). Essa denúncia apontava fortes sinais de que um grupo criminoso estava agindo para fraudar as vendas nos postos.
A forma de agir do grupo era bastante sofisticada. Eles usavam mecanismos eletrônicos, como chips e válvulas, que eram instalados de forma secreta, debaixo da terra, nas bombas de combustível. Esses dispositivos eram controlados à distância, o que permitia manipular a quantidade de combustível que saía da bomba ou até mesmo alterar a mistura do produto sem que ninguém percebesse.
Para esconder essa estrutura, os criminosos realizavam obras de engenharia especializadas. Isso dificultava muito a identificação das fraudes durante as fiscalizações comuns, enganando os motoristas que abasteciam pensando estar levando a quantidade e a qualidade corretas de combustível.
Operação em Andamento e Próximos Passos
Diante de todas essas pistas, a Decon pediu à Justiça a aprovação dos mandados de busca e apreensão. Com eles, a polícia pode ter acesso a todos os compartimentos dos postos suspeitos para checar se realmente havia adulteração nos combustíveis.
Para garantir a eficácia da operação, a Polícia Civil conta com o apoio de importantes parceiros, como a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o Departamento de Polícia Técnica (DPT) e o Instituto Baiano de Metrologia e Qualidade (Ibametro). A presença dessas instituições é fundamental para a análise técnica dos produtos e equipamentos.
As ações da Operação Acesso Remoto continuam em andamento. Até o momento, a polícia apreendeu aparelhos celulares, que serão analisados por especialistas para buscar mais provas e identificar outros envolvidos no esquema. A expectativa é que a operação traga mais clareza sobre a extensão dessa fraude e proteja os consumidores da Bahia.







