Uma operação conjunta entre o Ministério Público e a Polícia Civil foi deflagrada nesta quinta-feira para desarticular um esquema milionário. O grupo é suspeito de tentar desviar cerca de R$ 845 milhões da herança deixada por João Carlos Di Genio, o fundador do grupo educacional Unip-Objetivo.
A investigação aponta que nove pessoas participavam da fraude, envolvendo crimes como estelionato e falsificação de documentos. Ao todo, foram expedidos nove mandados de prisão e 15 de busca e apreensão em São Paulo e cidades da região metropolitana, como Guarulhos e Barueri.
O plano dos criminosos consistia em simular processos de arbitragem para dar um ar de legalidade à cobrança da fortuna. De acordo com o Gaeco e o Deic, o grupo apresentou à Justiça um contrato falso de compra e venda de imóveis, supostamente assinado pelo empresário pouco antes de sua morte.
João Carlos Di Genio faleceu em fevereiro de 2022. Os investigadores descobriram que o documento fraudulento tinha data de apenas três meses antes do óbito, sendo usado para tentar cobrar a dívida inexistente diretamente no processo de inventário da família.
Inicialmente, os golpistas tentaram abocanhar R$ 635 milhões, mas atualizaram o valor da suposta dívida para mais de R$ 845 milhões durante o andamento do processo. A tentativa de fraude processual foi interrompida pela ação policial antes que o dinheiro fosse retirado do espólio.







