Última hora
PMPA - 5736
Polícia

PM condenado a 15 anos por homicídio de jovem em Camacan

Policial condenado a 15 anos após julgamento em Canavieiras; MP-BA concluiu execução de jovem de 20 anos em Camacan, enquanto versões divergem.

Redação ChicoSabeTudo
23 de outubro, 2025 · 09:47 1 min de leitura
Vítima foi baleada durante abordagem / Foto: Reprodução / Redes Sociais
Vítima foi baleada durante abordagem / Foto: Reprodução / Redes Sociais

Um crime que aconteceu em junho de 2023 em Camacan, no sul da Bahia teve desfecho no tribunal: o policial militar Reinaldo Elias Santos Aragão foi condenado a 15 anos de prisão pelo homicídio de Carlos Henrique José dos Santos, de 20 anos.

O que aconteceu

Publicidade

Testemunhas contam que Carlos Henrique caminhava até a casa da namorada para almoçar quando foi abordado por três policiais. Segundo relatos, ele foi baleado, colocado em uma viatura e levado ao Hospital Fundação Hospitalar, onde o óbito foi confirmado.

A Polícia Militar de Camacan informou que houve resistência armada na abordagem. A mãe da vítima, Glecia José dos Santos, negou que o filho estivesse armado ou que tenha reagido.

Investigação e julgamento

As investigações do Ministério Público da Bahia apontaram que o jovem foi executado após a abordagem, conclusão que divergiu da versão inicial da corporação. O julgamento ocorreu na quarta‑feira (22) em Canavieiras, na Bahia, e durou cerca de 11 horas. Depoimentos de testemunhas e as apurações do MP‑BA formaram a base da denúncia e da condenação.

Publicidade

Meses após o crime, três policiais foram presos na operação conhecida como Operação Sem Retorno. Dois desses agentes atuaram como testemunhas de acusação no processo; apenas Reinaldo Elias Santos Aragão permaneceu detido e foi o único condenado.

Desfecho e marcas do caso

A sentença responsabilizou o condenado segundo as provas apresentadas no processo. Ainda assim, o caso segue marcado pela divergência entre a versão inicial da corporação e as conclusões do Ministério Público da Bahia. Para quem acompanha a história, resta a pergunta: essas diferenças de versão foram completamente esclarecidas?

Leia também