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Polícia

PF investiga contrato milionário de tablets na gestão de Moema Gramacho em Lauro de Freitas

Operação apura suspeita de fraude em licitação e superfaturamento na compra de 21 mil tablets para a rede de ensino. Bens foram bloqueados.

Redação ChicoSabeTudo
17 de março, 2026 · 07:12 1 min de leitura

A Polícia Federal bateu à porta de alvos em Lauro de Freitas e Salvador na manhã desta terça-feira (17). A chamada Operação Nota de Conceito investiga um contrato milionário assinado durante a gestão da ex-prefeita Moema Gramacho (PT), com suspeita de fraude e desvio de dinheiro público.

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O rolo todo gira em torno de um contrato de R$ 16,4 milhões para fornecer uma solução de ensino a distância e mais de 21 mil tablets para os alunos da rede municipal. Segundo a PF, a licitação pode ter sido um jogo de cartas marcadas para beneficiar uma empresa específica.

A investigação aponta que os tablets foram incluídos no pacote para inflar o valor final, com preços bem acima dos praticados no mercado na época. Para piorar, a polícia suspeita que documentos falsos foram usados em todas as etapas do processo, desde a licitação até a prorrogação do contrato.

Um detalhe que chamou a atenção dos investigadores é que a empresa vencedora, com sede em Salvador, não executou o serviço. Quem fez a entrega foi uma outra empresa, de Santa Catarina, levantando suspeitas sobre o caminho do dinheiro.

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Na operação, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão. Além disso, a Justiça determinou o bloqueio de até R$ 26,5 milhões em bens dos envolvidos para garantir que o possível prejuízo aos cofres públicos seja ressarcido.

Os investigados podem responder por uma série de crimes, como fraude em licitação, peculato, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Até o momento, a Polícia Federal não confirmou se a ex-prefeita Moema Gramacho está entre os alvos diretos da operação.

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