O laudo pericial sobre o acidente que matou uma família alagoana na BR-251, em Salinas, no Norte de Minas Gerais, concluiu que o caminhão envolvido na colisão invadiu a contramão e atingiu frontalmente o carro onde estavam as seis vítimas. A conclusão contraria a versão inicial divulgada, que indicava o veículo de passeio como responsável pela manobra.
Segundo a advogada que representa os familiares, tanto o laudo da PRF quanto o da Polícia Civil apontam de forma clara a responsabilidade do motorista da carreta. Ela criticou a condução inicial do caso e afirmou que o condutor do caminhão não foi encaminhado para prestar esclarecimentos imediatamente após o acidente.
"Hoje, nós estamos aqui para falar que o laudo pericial, tanto da PRF quanto da Polícia Civil, demonstra claramente que a culpa desse acidente foi do motorista do caminhão. Nós estamos aqui para pedir justiça", declarou a defensora dos parentes das vítimas.
O acidente aconteceu na madrugada de 21 de abril deste ano, no km 164 da BR-251. A família viajava em um Fiat Palio com placas de São Paulo em direção à Bahia. As vítimas eram José de Ribamar dos Santos Rodrigues Filho, de 49 anos, motorista do carro; a esposa Maria Cinthia Cavalcanti dos Santos, de 39; a sogra Solange Pereira Cavalcanti, de 59; e os três filhos do casal: Júlia Raquieli, de 15 anos, Isaac Valentim, de 10, e João Murilo, de apenas 3 anos. O cachorro de estimação da família também morreu na hora.
Todos ficaram presos às ferragens e morreram no local. O motorista da carreta, que saiu de Lauro de Freitas (BA) com destino a Imbituba (SC), não sofreu ferimentos e foi submetido ao teste do etilômetro, que deu resultado negativo. A família morava no bairro Pedra, em Delmiro Gouveia, no Sertão de Alagoas, e estava se mudando de São Paulo de volta para o município alagoano, onde já havia comprado um imóvel.
O caso provocou forte comoção em Delmiro Gouveia e em outras cidades de Alagoas. Com a divulgação do laudo, os parentes esperam que as investigações avancem para a responsabilização dos envolvidos. Geisy Souza, parente das vítimas, fez um apelo público para que o caso não seja esquecido.








