A Polícia Civil da Bahia desarticulou um esquema criminoso que funcionava dentro do Conjunto Penal de Irecê. A Operação Lockdown, deflagrada nesta semana, revelou que detentos não apenas comercializavam drogas nas celas, mas também extorquiam dinheiro de famílias de outros presos.
As investigações conduzidas pela Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (DTE) apontam que os criminosos exigiam pagamentos que variavam de R$ 200 a R$ 10 mil. O dinheiro era enviado por parentes das vítimas para garantir a manutenção do comércio ilícito e atender às exigências dos líderes do grupo.
Durante a ação, foram cumpridos três mandados de prisão e três de busca e apreensão. Os alvos foram endereços no centro da cidade e também pavilhões do próprio presídio, onde as equipes policiais realizaram vistorias minuciosas.
Em uma das celas, um interno que já cumpre pena por latrocínio foi autuado em flagrante. Com ele, os agentes encontraram porções de cocaína, maconha e haxixe prontas para a comercialização interna.
A operação contou com o apoio da Delegacia Territorial de Irecê e do Grupo de Apoio Técnico e Tático (GATTI). Todos os envolvidos identificados agora estão à disposição da Justiça e devem responder por novos crimes acumulados ao histórico escolar.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam. O objetivo agora é identificar outros possíveis integrantes da rede criminosa e descobrir como os entorpecentes entravam na unidade prisional.







