A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) suspendeu o registro profissional de Poliane França Gomes, conhecida como 'Rainha do Sul'. A decisão ocorre após as investigações apontarem a advogada como uma peça central no esquema de uma das maiores facções criminosas que atuam no território baiano.
Presa desde novembro do ano passado, Poliane é apontada pela polícia como uma das figuras mais perigosas do tráfico no Nordeste. Segundo as investigações, ela aproveitava o acesso legal aos presídios para transmitir ordens estratégicas de chefes de facções para os comparsas que estão nas ruas.
O inquérito da Polícia Civil detalha que a advogada mantinha um relacionamento íntimo com o líder do grupo, Leandro de Conceição Santos Fonseca, o 'Shantaram'. Ele cumpre pena no Presídio de Segurança Máxima de Serrinha. Poliane seria a responsável por reorganizar territórios e articular cobranças de dívidas do crime.
Durante as buscas na residência da advogada, os policiais encontraram R$ 190 mil em dinheiro vivo e uma máquina de contar notas. Também foram apreendidas joias de luxo, incluindo um colar de diamantes com as iniciais de um dos chefes do grupo criminoso e uma peça de ouro com a inscrição 'muitos nasceram para viver na selva e eu para ser o rei com minha rainha'.
Sobre a suspensão do registro, a OAB-BA informou que o processo disciplinar contra a advogada corre em sigilo absoluto, conforme determina a lei federal. O Tribunal de Ética e Disciplina da instituição não pode dar detalhes até que o caso seja julgado definitivamente.
O Ministério Público da Bahia já ofereceu denúncia à Justiça contra Poliane e outros 13 suspeitos detidos na mesma operação. Com a denúncia aceita, o grupo responderá por diversos crimes ligados ao tráfico de drogas e organização criminosa.







