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Polícia

Mulher encontrada morta, nua e amarrada dentro de lixeira: polícia prende suspeitos

Trabalhadores da limpeza acharam o corpo de Juliana da Silva Dias em lixeira no bairro São João, em Porto Alegre; dois suspeitos foram presos.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Polícia
11 de dezembro, 2025 · 13:30 4 min de leitura
Imagem: Divulgação/PCRS
Imagem: Divulgação/PCRS

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul investiga a morte de Juliana da Silva Dias, 44 anos, encontrada sem vida dentro de uma lixeira no bairro São João, zona norte de Porto Alegre. O corpo foi localizado na noite de segunda-feira (8/12), por volta das 21h, por equipes do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU), durante a coleta de resíduos na região.

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Segundo a Polícia Civil, a vítima estava nua, com mãos e pés amarrados com tiras de tecido, saco plástico na cabeça e boca amordaçada, além de apresentar diversos hematomas e sinais de violência pelo corpo, o que reforça a suspeita de homicídio com extrema brutalidade.

De acordo com o relato dos trabalhadores do DMLU, o cadáver só foi percebido após o conteúdo da lixeira ser despejado no caminhão de coleta. Ao notar o corpo entre o entulho, a equipe interrompeu o serviço e acionou a Brigada Militar, que isolou a área até a chegada da Polícia Civil, responsável pelos primeiros levantamentos e pela remoção do corpo.

A vítima foi identificada oficialmente como Juliana da Silva Dias em 10 de dezembro, dois dias após o crime. Ela tinha 44 anos e, segundo as autoridades, ainda não havia informações detalhadas sobre seu histórico ou eventuais registros de violência anteriores. A identificação foi confirmada após análise pericial e consultas em bancos de dados oficiais.

Imagens de câmeras mostram transporte da lixeira

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No decorrer da investigação, a polícia obteve imagens de câmeras de segurança que registram o momento em que a lixeira é levada até o local onde o corpo foi encontrado. Segundo relato de investigadores, as gravações mostram dois homens: um deles aparece empurrando a lixeira com um corpo dentro, enquanto o outro acompanha a ação em uma bicicleta.

As imagens foram recolhidas em endereços próximos ao ponto onde os trabalhadores da limpeza localizaram o cadáver. O material passou a integrar o inquérito como elemento central para reconstruir o trajeto percorrido pelos suspeitos e o período em que a vítima pode ter sido morta e teve o corpo abandonado.

Moradores da região também relataram à polícia ter ouvido gritos e pedidos de socorro em momento próximo ao horário em que se acredita ter ocorrido o crime. Uma testemunha informou ter saído para verificar o que estava acontecendo, mas, ao chegar à rua, os autores já haviam fugido.

Com base nas imagens de segurança, em diligências de campo e em depoimentos, a Polícia Civil identificou dois suspeitos, que foram presos preventivamente. A corporação não divulgou os nomes dos investigados, em razão do andamento das apurações e para não prejudicar futuras etapas do inquérito.

Segundo o delegado Mário Souza, diretor do Departamento de Homicídios, o caso passou por uma mudança de enfoque ao longo da investigação. Inicialmente, os investigadores trabalhavam com a hipótese de um crime ligado ao tráfico de drogas, possivelmente motivado por dívida. Com o avanço das apurações, porém, surgiram indícios de violência doméstica, o que levou a polícia a tratar o caso como feminicídio no contexto do tráfico de drogas.

Trabalho pericial e busca por novas evidências

Exames periciais foram solicitados para esclarecer a causa da morte e o tempo transcorrido entre o crime e a localização do corpo. Os laudos devem detalhar o tipo de lesões sofridas por Juliana, possíveis sinais de asfixia e outros elementos que possam confirmar a dinâmica do homicídio.

Paralelamente, investigadores analisam câmeras de segurança em um raio maior, para tentar identificar todo o percurso da lixeira e verificar se mais pessoas participaram do transporte do corpo ou auxiliaram na ocultação. A polícia também apura se o recipiente com o cadáver ficou horas parado na via antes de ser recolhido pela equipe de limpeza, o que poderia indicar tentativa de ocultação ou intimidação.

A 2ª Delegacia de Homicídios de Porto Alegre, ligada ao Departamento de Homicídios, segue colhendo depoimentos de testemunhas, moradores e familiares, além de cruzar informações com outros inquéritos que envolvem o tráfico de drogas e casos de violência contra a mulher na região.

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul informou que o caso permanece sob investigação, com foco na consolidação de provas materiais, na análise de laudos periciais e no aprofundamento das ligações entre os suspeitos presos e a vítima, até a conclusão do inquérito e o encaminhamento ao Ministério Público.

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