Um crime com características de execução assustou moradores de um condomínio de luxo em Gravatá, no Agreste de Pernambuco, na última segunda-feira (30). Gabriela Raizila Lima de Souza, de 33 anos, foi morta a tiros por um homem encapuzado que invadiu o local e disparou diversas vezes contra ela.
A vítima era uma figura conhecida das autoridades baianas. Gabriela foi um dos alvos centrais da Operação Kariri, deflagrada pela Polícia Federal em Feira de Santana no ano de 2024. Ela já acumulava uma condenação na Justiça da Bahia, proferida em abril de 2025, por envolvimento com organização criminosa e lavagem de dinheiro.
Segundo as investigações da época, Gabriela fazia parte de uma estrutura financeira que movimentava milhões de reais. A operação que a prendeu resultou no bloqueio de cerca de R$ 50 milhões em contas bancárias e na apreensão de fazendas e imóveis de alto padrão tanto na Bahia quanto em Pernambuco.
O histórico da vítima com o crime organizado interestadual vinha sendo monitorado desde 2019 pelo Ministério Público da Bahia. Durante o processo, as autoridades conseguiram apreender mais de uma tonelada de drogas e erradicar diversas plantações de maconha ligadas ao grupo.
No momento do ataque no Condomínio Raízes da Serra, o atirador conseguiu fugir logo após os disparos. Imagens de segurança e a movimentação no local estão sendo analisadas pela Polícia Civil de Pernambuco, que registrou o caso como homicídio consumado.
A Delegacia de Gravatá agora busca identificar os executores e descobrir se a motivação do assassinato está ligada à condenação recente ou a possíveis acertos de contas com o tráfico de drogas. O crime encerra de forma violenta a trajetória de uma das principais monitoradas pela segurança pública da região.







