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MP de Alagoas abre inquérito para apurar abuso sexual contra criança em São José da Laje após alerta do Conselho Tutelar

Promotoria requisitou instauração de inquérito policial e ainda exigiu resposta do Creas em cinco dias sobre proteção da vítima e acompanhamento da família.

Redação ChicoSabeTudo
17 de junho, 2026 · 18:02 2 min de leitura
Fachada do Ministério Público de Alagoas, responsável pela abertura do inquérito sobre violência sexual em São José da Laje
Fachada do Ministério Público de Alagoas, responsável pela abertura do inquérito sobre violência sexual em São José da Laje

O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) ordenou, nesta quarta-feira (17), a abertura de inquérito policial para investigar o suposto abuso sexual cometido contra uma criança em São José da Laje, município da Zona da Mata alagoana. A determinação partiu da Promotoria de Justiça local, após o Conselho Tutelar da cidade comunicar o caso ao órgão.

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Segundo informações divulgadas pelo MPAL, a criança foi atendida em uma unidade de saúde do município no dia 9 de junho, após relato de abuso sexual supostamente praticado pelo padrasto. A menina passou por avaliação médica e, na sequência, foi encaminhada para atendimento especializado. Há divergência sobre a idade da vítima: o Ministério Público registrou 7 anos, enquanto a Polícia Civil informou a veículos de imprensa que a criança teria 6 anos.

Outras apurações jornalísticas sobre o caso indicam que foi a avó quem percebeu sinais de sangramento na menina e buscou atendimento médico, o que levou à comunicação do caso às autoridades e ao início da investigação policial. A menina foi atendida inicialmente em uma unidade de saúde em União dos Palmares e, em seguida, encaminhada para a Rede de Atenção às Violências (RAVES), no Hospital da Mulher, em Maceió, onde recebeu atendimento especializado.

O padrasto da menina é apontado como principal suspeito do crime e ainda não foi localizado. Conforme as informações levantadas pelo Conselho Tutelar, o homem convivia com a criança desde que ela tinha cerca de quatro meses de idade.

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Ao requisitar a abertura do inquérito, o promotor de Justiça Marcus Mousinho também acionou o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) de São José da Laje. Segundo a Ascom do MPAL, o órgão tem cinco dias para informar se a criança e sua família foram inseridas em acompanhamento psicossocial, apresentar relatório técnico preliminar sobre as medidas adotadas, indicar eventual situação de risco identificada e comunicar as providências em execução para proteger a vítima e fortalecer o núcleo familiar.

Em nota divulgada pela assessoria do MP, o promotor afirmou que "os elementos até então apresentados revelam notícia grave envolvendo possível violação dos direitos fundamentais de criança", o que impõe "a imediata atuação dos órgãos integrantes do Sistema de Garantia de Direitos".

De acordo com o Conselho Tutelar, a prioridade neste momento é garantir a proteção da vítima e assegurar que os procedimentos sejam conduzidos por profissionais capacitados, evitando a revitimização da criança durante a investigação.

O caso ocorre em um estado com cenário preocupante nessa área. Dados de 2024 apontam elevado número de denúncias em Alagoas, com predominância da violência sexual, vitimização feminina e prevalência das agressões no ambiente doméstico. O percentual de meninas alagoanas que relataram violência sexual passou de 15,0% em 2019 para 22,8% em 2024, um aumento de 52%.

Denúncias de violência sexual contra crianças e adolescentes podem ser feitas pelo Disque 100, serviço gratuito e disponível 24 horas por dia, sete dias por semana, operado pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.

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