O Ministério Público da Bahia (MP-BA) denunciou um homem à Justiça, nesta quarta-feira (22), pela morte de um jovem casal em Salvador. O crime aconteceu em dezembro de 2025, no bairro de Brotas, e chocou a comunidade local. As vítimas, Lívia Denise Dias e Arthur César, foram mortas a tiros em frente à Igreja Mundial do Poder de Deus, na Avenida Antônio Carlos Magalhães.
As investigações conduzidas pela promotoria apontam que o crime teve como motivação o inconformismo do denunciado com o término de um relacionamento. Lívia Denise era ex-companheira do acusado, e o MP-BA descreve que ele não aceitava o fim da união, que durou cerca de dez anos e foi encerrada por ela em maio de 2024.
A promotora de Justiça Mirella Brito, responsável pela denúncia, explicou que o acusado passou a perseguir Lívia após a separação. Na noite do dia 23 de dezembro, por volta das 20h50, ele teria esperado o casal e atirado de surpresa, sem dar qualquer chance de defesa às vítimas. Lívia foi atingida primeiro e morreu ali mesmo. Em seguida, Arthur César, que era o atual companheiro dela, também foi baleado e não sobreviveu aos ferimentos.
<“O acusado não aceitava o término e passou a perseguir a ex-companheira”, afirma o documento da promotoria.
A denúncia do Ministério Público detalha as qualificadoras dos crimes. A morte de Lívia é tratada como feminicídio, um tipo de homicídio qualificado que acontece por razões da condição de mulher, somado ao uso de um recurso que dificultou a defesa da vítima, caracterizando uma emboscada. Já para a morte de Arthur César, o MP-BA aponta homicídio qualificado por motivo torpe – ou seja, fútil e repugnante – motivado pelo ciúme e inconformismo do acusado com o novo relacionamento de sua ex-companheira, e também pelo recurso que impediu a reação do casal.
Agora, o Ministério Público da Bahia pede que a prisão preventiva do acusado seja mantida e que ele seja submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri da Comarca de Salvador. Isso significa que um grupo de cidadãos comuns irá decidir sobre a culpa ou inocência do homem, devido à gravidade e às qualificadoras dos crimes.







