O corpo de Paulo Guilherme da Silva Guerra, de 6 anos, foi encontrado na tarde de segunda‑feira (27) dentro de uma mala deixada em frente ao Cemitério São Jorge, no bairro da Marambaia, em Belém (PA). A criança estava desaparecida desde a noite de domingo (26); a família havia registrado boletim de ocorrência e mobilizado buscas nas redes sociais.
Um pedestre que passava pelo local encontrou a mala próxima à entrada do cemitério. Ao abri‑la, constatou que o menino estava sem vida e acionou as autoridades. Dentro da mala também foi encontrada uma luva de boxe. Segundo relatos, a criança estava com roupas diferentes das que usava no momento do desaparecimento e com as mãos amarradas.
Como algo assim pôde acontecer tão perto da casa da família?
O perito criminal Benedito Leão informou que o corpo não apresentava sinais externos de violência, como ferimentos ou marcas de arma de fogo.
A perícia apontou a possibilidade de morte por asfixia, possivelmente por estrangulamento ou sufocamento. O laudo necroscópico foi solicitado e, segundo os peritos, deve ficar pronto em até 10 dias para confirmar a causa da morte.
Investigação
A Divisão de Homicídios da Polícia Civil do Pará conduzia as investigações iniciais, com análise de imagens de câmeras de segurança e diligências no bairro da Marambaia.
O principal suspeito apontado pelas apurações foi George Hamilton dos Santos Gonçalves, morador próximo à casa da família. Testemunhas disseram que ele foi visto empurrando um carrinho de mão com uma mala semelhante à encontrada. George já tinha duas passagens policiais por estupro de vulnerável, registradas em 2004 e 2016. Moradores lincharam o suspeito, que morreu no local.
Familiares e moradores acompanharam o trabalho da perícia em estado de choque. O corpo da criança foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para os procedimentos de praxe.
As autoridades indicaram que as próximas etapas incluem:
- a análise do laudo necroscópico;
- o exame das imagens das câmeras de segurança;
- outras diligências e oitivas conduzidas pela Divisão de Homicídios.
O caso segue sob investigação, e os resultados das novas diligências e do laudo necroscópico devem orientar as providências seguintes no inquérito.







