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Polícia

Menino de 5 anos morre afogado em cisterna na casa da avó no Alto Sertão de Alagoas

Criança brincava nos arredores do reservatório em Canapi quando desapareceu; família encontrou o menino dentro d'água e o levou ao hospital, mas ele já havia perdido os sinais vitais.

Redação ChicoSabeTudo
19 de julho, 2026 · 00:00 2 min de leitura
Cisterna doméstica no sertão do Nordeste brasileiro
Cisterna doméstica no sertão do Nordeste brasileiro

Um menino de 5 anos perdeu a vida na tarde desta sexta-feira (17) depois de cair em uma cisterna localizada nos fundos da casa da avó materna, no município de Canapi, no Alto Sertão de Alagoas. A tragédia aconteceu no próprio imóvel onde a criança se encontrava sob os cuidados da família.

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A mãe relatou aos policiais que o filho brincava nas proximidades da cisterna quando, em determinado momento, os familiares perceberam a ausência do menino. Iniciaram buscas por toda a propriedade e, pouco depois, encontraram a criança dentro do reservatório.

Os familiares retiraram o menino da água e o encaminharam ao Hospital Municipal de Canapi na tentativa de salvá-lo, mas o médico plantonista informou que a vítima já chegou à unidade sem sinais vitais.

Segundo informações da Polícia Militar, a guarnição foi acionada pelo próprio médico plantonista, que comunicou a entrada da criança em óbito na unidade de saúde. O caso foi registrado como morte a esclarecer. A Polícia Militar acionou o Copom para solicitar o Instituto Médico Legal (IML), responsável pela remoção do corpo e pela realização dos laudos periciais. As circunstâncias do acidente serão apuradas pela Polícia Civil.

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O caso em Canapi não é isolado na região. Em maio deste ano, uma criança de 3 anos morreu ao se afogar em uma cisterna de cimento na zona rural de Conceição do Coité, na Bahia, enquanto brincava próximo ao reservatório nos fundos de uma casa. O padrão trágico se repete: crianças pequenas, sem supervisão imediata, em contato com reservatórios domésticos sem proteção.

Os dados nacionais revelam a dimensão do problema. No Brasil, os afogamentos são a segunda maior causa de morte por motivos acidentais entre crianças de zero a 14 anos. A Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático aponta que o afogamento é a principal causa de morte de crianças entre 1 e 4 anos. O afogamento ocorre de forma rápida e silenciosa, podendo acontecer em um breve momento em que a criança se encontra sem supervisão — em apenas dois minutos submersa, ela perde a consciência.

Especialistas e autoridades de saúde reforçam que a prevenção começa em casa. A Polícia Militar orienta a população sobre os riscos de estruturas mal conservadas ou improvisadas e reforça a importância da supervisão de crianças em ambientes com risco de acidentes domésticos. Manter cisternas, tonéis, poços e outros reservatórios domésticos sempre trancados é uma das principais recomendações da ONG Criança Segura para evitar tragédias como a registrada em Canapi.

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Especialistas alertam que 90% dos acidentes com crianças que resultam em morte e internação poderiam ser evitados com atitudes simples. No sertão, onde cisternas fazem parte do cotidiano das residências como forma de armazenamento de água, o risco é ainda mais presente — e a atenção dos adultos responsáveis, ainda mais necessária.

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