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Polícia

Menino de 11 anos mata pai adotivo a tiros após ter o videogame confiscado

Justiça dos EUA julga como adulto um garoto de 11 anos acusado de homicídio doloso contra o pai. O crime foi motivado pelo confisco de um Nintendo Switch.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Polícia
21 de fevereiro, 2026 · 11:45 2 min de leitura
Imagem: Reprodução
Imagem: Reprodução

Na cidade de Duncannon, Pensilvânia (EUA), um garoto de 11 anos enfrenta acusações de homicídio doloso após atirar contra seu pai adotivo, Douglas Dietz, de 42 anos. O incidente, ocorrido na madrugada de 13 de janeiro de 2026, foi motivado pelo confisco de um videogame. Na última quinta-feira (19/02), o menor, identificado como Clayton Dietz, compareceu à sua primeira audiência preliminar no Tribunal do Condado de Perry.

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De acordo com as autoridades, na noite do crime, Douglas Dietz confiscou o Nintendo Switch do filho e ordenou que ele fosse deitar. O aparelho eletrônico foi guardado no interior de um cofre da residência, mesmo local utilizado pela família para o armazenamento de armas de fogo.

As investigações apontam que Clayton encontrou as chaves do cofre em uma das gavetas do pai enquanto procurava pelo videogame. Ao acessar o compartimento, o garoto retirou um revólver, carregou a arma e dirigiu-se ao quarto onde o pai dormia.

A polícia foi acionada por volta das 3h20 da madrugada para atender a um chamado sobre um "homem inconsciente". Jillian Dietz, esposa de Douglas, relatou aos investigadores que estava dormindo quando foi despertada por um estrondo e um odor semelhante ao de fogos de artifício. Ao tentar acordar o marido, notou que ele não apresentava reações e percebeu o sangramento atravessando a roupa de cama. Os agentes confirmaram o óbito no local, causado por um ferimento de bala na cabeça.

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Documentos do tribunal atestam que, logo após o disparo, o garoto gritava pela casa e comunicou à mãe: "Eu matei o papai". Durante a presença da polícia na cozinha da residência, um dos agentes relatou ter ouvido o menino repetir a mesma frase.

Em depoimento formal aos investigadores, Clayton admitiu ter efetuado o disparo. Ele justificou a ação afirmando que agiu sob forte sentimento de raiva e que, no momento, não avaliou as consequências de seus atos.

Atualmente, Clayton responde pelo crime como adulto. Ele compareceu à audiência da última quinta-feira (19) vestindo um moletom preto e usando algemas, sob restrições severas de mobilidade. Após a breve sessão, foi reconduzido de volta à prisão do condado de Perry.

A defesa do garoto, representada pelo advogado Daave Wilson, declarou que a estratégia central neste momento é protocolar pedidos para que o caso seja transferido para a jurisdição do tribunal de menores. As investigações continuam, e o sistema judiciário da Pensilvânia ainda não definiu uma data para o julgamento.


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