Um menino de 11 anos foi atacado a facadas na noite de quarta-feira (5/8), logo após sair do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 2 da Estrutural, no Distrito Federal. A criança levou seis golpes de faca pelas costas e foi socorrida consciente pelo Corpo de Bombeiros, que a encaminhou ao Hospital de Base. Minutos depois, a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) prendeu em flagrante um homem de 28 anos, ainda com a faca em posse.
Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), o suspeito e a vítima não se conheciam. Em depoimento, ele confessou a tentativa de homicídio e disse que havia saído de casa "com vontade de matar alguém", conforme relatou a major Talita Soares, da PMDF. As investigações apontam que ele não tinha um alvo definido antes do ataque.
O crime aconteceu na Quadra 2 da Cidade Estrutural, no momento em que o estudante deixava a escola de bicicleta. Testemunhas relataram que o menino chegou a pensar que seria vítima de um assalto. A mochila que ele carregava nas costas ajudou a amortecer parte dos golpes, o que pode ter evitado ferimentos ainda mais graves.
Uma das facadas atingiu o pulmão da criança, tornando necessária uma cirurgia de urgência no Hospital de Base. As demais lesões foram consideradas superficiais. Segundo a PMDF, o menino não corre mais risco de morte e segue em recuperação, sob cuidados médicos.
O suspeito foi detido a cerca de 500 metros do local do crime e levado à 8ª Delegacia de Polícia, na Estrutural, onde foi autuado por tentativa de homicídio qualificado — o boletim cita o uso de recurso que dificultou a defesa da vítima e o fato de o crime ter sido cometido contra uma criança menor de 14 anos. Ele passou por audiência de custódia na tarde de quinta-feira (6/8), e a prisão em flagrante foi convertida em preventiva.
A Polícia Civil apurou que o suspeito tem passagem por um caso semelhante: em 2024, ele já havia sido preso em flagrante suspeito de esfaquear um vizinho no Paranoá Parque.
Em nota, a Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEEDF) informou que a equipe da escola prestou assistência imediata ao estudante até a chegada do Corpo de Bombeiros e acionou a Polícia Militar. A pasta afirmou que entrou em contato com a família assim que soube do caso e segue à disposição para oferecer apoio.
Moradores da região relataram medo após o ataque. O caso segue sob investigação da 8ª Delegacia de Polícia. Quem tiver informações pode acionar o 190 (Polícia Militar), para ocorrências em andamento, ou o 197 (Polícia Civil), inclusive para denúncia anônima.







