Publicidade
PI 6308
Polícia

MDB baiano fica com Lula, enquanto partido articula apoio a Flávio

Geddel confirma apoio do MDB da Bahia a Lula, enquanto direção nacional busca maioria para apoiar Flávio Bolsonaro

Redação ChicoSabeTudo
11 de outubro, 2026 · 06:41 2 min de leitura

O diretório estadual do MDB na Bahia vai apoiar a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições. A confirmação foi feita pelo ex-ministro Geddel Vieira Lima, liderança do partido no estado.

A posição da Bahia contraria o movimento da direção nacional do MDB, que articula apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL) em outros estados do país. A divisão interna do partido ficou evidente às vésperas do segundo turno.

Segundo Geddel, ele conversou com o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, sobre a decisão do diretório baiano. De acordo com o ex-ministro, Rossi garantiu que o partido não faria um ato institucional de apoio a Flávio Bolsonaro em nível nacional.

Publicidade

Em nota, Geddel afirmou: "Não se fale em nome de todo o MDB, mas dos segmentos de um partido que, infelizmente, assim como outros no Brasil, se divide em uma hora tão crucial para o país".

Enquanto isso, a cúpula nacional do MDB, sob comando de Baleia Rossi, trabalha para reunir ao menos 17 dos 27 diretórios estaduais do partido em apoio a Flávio Bolsonaro. A articulação é liderada pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e conta com participação do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes.

Segundo reportagens, o número de diretórios já confirmados varia entre as fontes consultadas: uma delas aponta 14 diretórios favoráveis, outra fala em 15. O anúncio formal do apoio estava previsto para terça-feira, dia 13 de outubro, no comitê da campanha de Tarcísio, em São Paulo.

Outras legendas, como União Brasil, Progressistas, Republicanos, Podemos e Novo, já haviam declarado apoio a Flávio Bolsonaro antes do MDB, segundo informações apuradas pela reportagem do Metrópoles.

A maior resistência ao apoio a Flávio dentro do MDB estaria concentrada em diretórios do Norte e do Nordeste do país, segundo apuração da coluna de Igor Gadelha.

Em sua manifestação, Geddel também fez uma crítica à candidatura de oposição. Ele declarou: "A extrema-direita é como um salto triplo no trapézio, sem rede de proteção: um risco que o Brasil não precisa correr".

A disputa presidencial tem o segundo turno marcado para 25 de outubro.

Publicidade

Leia também