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Polícia

Manchas de sangue entregam suspeito de feminicídio preso perto da cena do crime em Livramento de Nossa Senhora

Luciana de Jesus Santos, de 27 anos, foi assassinada com golpes de barra de ferro; ex-companheiro, de 50 anos, foi detido ao ser flagrado observando o trabalho policial com marcas de sangue na orelha.

Redação ChicoSabeTudo
15 de junho, 2026 · 06:27 2 min de leitura

Uma jovem de 27 anos morreu na manhã deste domingo (14) depois de ser atacada com golpes de barra de ferro no bairro Benito Gama, em Livramento de Nossa Senhora, no Sudoeste da Bahia. A vítima foi identificada como Luciana de Jesus Santos. O suspeito pelo crime é o ex-companheiro dela, um homem de 50 anos, preso em flagrante ainda na tarde do mesmo dia.

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A prisão teve um detalhe que chamou atenção: investigadores da Delegacia Territorial de Livramento de Nossa Senhora identificaram, nas proximidades do local do crime, um homem em atitude suspeita, que observava a ação policial à distância e apresentava manchas de sangue na região da orelha.

Na abordagem, os agentes constataram a presença de manchas de sangue na orelha do homem. Questionado sobre a origem do sangue, o suspeito apresentou versões contraditórias, o que despertou a atenção da equipe. Em seguida, foi confirmada a relação anterior entre ele e a vítima.

A barra de ferro usada no crime foi apreendida e enviada ao Departamento de Polícia Técnica (DPT) de Brumado, também no Sudoeste, onde passará por perícia. O suspeito foi conduzido à Delegacia Territorial de Livramento de Nossa Senhora, onde permanece custodiado, à disposição do Poder Judiciário.

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O caso se encaixa num padrão alarmante identificado pelas autoridades baianas. O parceiro íntimo da mulher — companheiros e ex-companheiros, namorados e ex-namorados — foi o autor em nove de cada dez feminicídios registrados no estado. E 85% dos casos ocorreram dentro do domicílio.

Em 2025, a Bahia registrou 102 feminicídios, uma redução de 7,3% em relação ao ano anterior, quando foram registrados 110 casos. Ainda assim, de 2017 a 2025, o estado acumulou 891 feminicídios — o que significa, em média, uma mulher morta por violência de gênero a cada quatro dias.

Especialistas apontam que em comunidades menores pode haver uma pressão social mais forte para que a mulher mantenha o relacionamento abusivo, gerando "um certo silenciamento em torno da violência doméstica", segundo Juliana Fontes, diretora do Departamento de Proteção à Mulher, Cidadania e Pessoas Vulneráveis (DPMCV) da Bahia.

Quem sofrer ou testemunhar situação de violência doméstica pode ligar para o 180 (Central de Atendimento à Mulher), disponível 24 horas por dia, sete dias por semana, de forma gratuita e sigilosa. Em casos de emergência, o número é o 190.

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