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Polícia

Lula reúne ministros após operação no Rio que deixou 64 mortos

No Palácio da Alvorada, Lula reuniu ministros para coordenar a resposta à operação no Rio que deixou 64 mortos e discutir perícias e cooperação.

Redação ChicoSabeTudo
29 de outubro, 2025 · 13:19 2 min de leitura
Foto: Ricardo Stuckert / PR
Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu ministros nesta quarta‑feira (29), no Palácio da Alvorada, para tratar da crise de segurança no Rio de Janeiro. O encontro ocorreu um dia após a grande operação policial nos complexos da Penha e do Alemão, que, segundo dados oficiais, deixou ao menos 64 mortos e 81 presos.

Quem participou

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Além do vice‑presidente Geraldo Alckmin, estavam presentes auxiliares e ministérios ligados à segurança e à gestão federal. Entre os nomes citados na reunião estavam:

  • Rui Costa (Casa Civil)
  • Ricardo Lewandowski (Justiça e Segurança Pública)
  • José Múcio (Defesa)
  • Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais)
  • Sidônio Palmeira (Comunicação Social)
  • Anielle Franco (Igualdade Racial)
  • Macaé Evaristo (Direitos Humanos e Cidadania)
  • Andrei Rodrigues (diretor‑geral da Polícia Federal)
  • Marcelo Freixo (presidente da Embratur)

A operação e seus efeitos

A ação, chamada Operação Contenção, mobilizou cerca de 2,5 mil agentes das polícias Civil e Militar e teve como objetivo cumprir quase 100 mandados contra integrantes do Comando Vermelho. Foram relatados confrontos intensos em uma área de mata conhecida como Vacaria, bloqueios com ônibus e outros veículos em vias expressas e impactos no funcionamento de escolas, universidades e transporte público.

“guerra”, disseram autoridades municipais.

Pela manhã, moradores do Complexo da Penha levaram dezenas de corpos à Praça São Lucas para reconhecimento — relatos apontaram que pelo menos 70 corpos foram transportados naquela ação de parentes. A Polícia Militar afirmou que as circunstâncias das mortes serão periciadas e que a inclusão desses óbitos no balanço oficial depende das investigações. Segundo relatos, a maioria das vítimas era de homens com ferimentos por arma de fogo, muitos retirados de área de mata de difícil acesso.

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O episódio provocou tensão entre governo estadual e federal. O governador Cláudio Castro disse que o estado atuou sozinho e criticou tanto o governo federal quanto uma decisão do Supremo Tribunal Federal na ADPF das Favelas. Em resposta, o Ministério da Justiça e Segurança Pública afirmou não ter recebido pedido formal de apoio para a operação de terça‑feira e reiterou que presta auxílio quando as solicitações são formalizadas. O ministro Ricardo Lewandowski afirmou que a União permaneceu à disposição para colaborar no enfrentamento ao crime organizado.

Próximos passos

Na reunião do Palácio da Alvorada, a equipe presidencial discutiu os próximos passos: diálogo com o governo estadual, acompanhamento das perícias, eventual reforço da cooperação federativa e monitoramento dos impactos sobre serviços essenciais. As investigações continuam em curso para identificar as vítimas e esclarecer as circunstâncias das ocorrências registradas na Penha e no Alemão.

Como seguir diante de um episódio que deixou dúvidas e feridas abertas? As autoridades afirmam que as respostas virão das perícias e da investigação, enquanto o país acompanha os desdobramentos.

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