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Polícia

Levantamento aponta 40 mulheres baleadas em Salvador e RMS em 2026; mais da metade morreu

Dado do Instituto Fogo Cruzado foi atualizado após a morte da cabo da PM Celeste Martins, assassinada dentro do próprio apartamento no Barbalho; marido, também policial, é o principal suspeito.

Redação ChicoSabeTudo
06 de julho, 2026 · 06:42 2 min de leitura
Viatura da Polícia Militar da Bahia em frente a edifício residencial
Viatura da Polícia Militar da Bahia em frente a edifício residencial

Quarenta mulheres já foram baleadas em Salvador e na Região Metropolitana (RMS) em 2026, segundo dados do Instituto Fogo Cruzado. O número foi atualizado no último sábado (4), após a confirmação da morte da cabo da Polícia Militar da Bahia Celeste Martins Oliveira do Nascimento.

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A cabo Celeste, de 39 anos, foi morta na tarde de sexta-feira (3), dentro do apartamento onde morava, no bairro do Barbalho, em Salvador. O companheiro da vítima, identificado como João Marcelo Araújo Hermano, também policial militar, é apontado como suspeito do crime.

Celeste atuava na estrutura da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), assim como o companheiro. Os dois trabalhavam no setor de inteligência. Segundo familiares, o casal estava junto havia cerca de dois anos e não tinha filhos.

De acordo com a Polícia Militar, o suspeito se apresentou espontaneamente ao DHPP, acompanhado de uma advogada, e permanece à disposição da Justiça. Policiais do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e peritos do Departamento de Polícia Técnica (DPT) realizaram a perícia no imóvel e providenciaram a remoção do corpo para os procedimentos legais.

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Em nota, a Secretaria da Segurança Pública da Bahia manifestou pesar pela morte da cabo Celeste e informou que a Polícia Civil e o Departamento de Polícia Técnica adotam as providências necessárias para esclarecer o caso. A pasta classificou o crime como feminicídio e reforçou repúdio a qualquer forma de violência contra a mulher.

Entre as 40 mulheres baleadas em Salvador e RMS em 2026, 21 morreram e 19 ficaram feridas. O caso de Celeste entra ainda em outro recorte estatístico: no recorte de agentes de segurança, foram 37 baleados neste ano, 26 ficaram feridos e 11 morreram.

O Instituto Fogo Cruzado utiliza tecnologia para produzir e divulgar dados abertos sobre violência armada, com o objetivo de fortalecer a democracia por meio da transformação social e da preservação da vida. Por meio de um aplicativo de celular, o laboratório mapeia e checa em tempo real as informações sobre tiroteios nas regiões metropolitanas de Salvador, Rio de Janeiro, Recife e Belém.

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O panorama da violência armada na Bahia preocupa além do recorte de gênero. Em 2026, chegou a 55 o número de pessoas baleadas dentro de casa em Salvador e na RMS, das quais quase 90% morreram após serem atingidas. O caso da cabo Celeste se encaixa também nessa estatística, já que ela foi assassinada dentro do próprio apartamento.

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