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IML aponta asfixia por sufocação na morte de bebê levada a hospital de Delmiro Gouveia

Necropsia identificou cianose, edema cerebral e pulmões hiperinsuflados; Polícia Civil instaurou inquérito para apurar o caso.

Redação ChicoSabeTudo
16 de junho, 2026 · 08:22 1 min de leitura
Imagem: Portal ChicoSabeTudo
Imagem: Portal ChicoSabeTudo

A bebê Maria Raíra Alves da Silva, de apenas 29 dias de vida, morreu por asfixia causada por sufocação direta, segundo laudo divulgado pelo Instituto Médico Legal (IML) de Arapiraca na segunda-feira (15). A criança havia dado entrada sem vida no Hospital Regional do Alto Sertão, em Delmiro Gouveia, na noite do sábado (13).

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O exame tanatoscópico foi conduzido pelo médico-legista Dr. Francisco Pessoa e identificou sinais anatomopatológicos característicos de falta de oxigênio: cianose cervicofacial — coloração arroxeada no rosto e pescoço —, edema cerebral, pulmões hiperinsuflados e congestão do baço e do fígado.

Um dado central do laudo é que não foi encontrado nenhum corpo estranho na traqueia ou nas vias aéreas superiores da criança. Isso descarta a hipótese de engasgo ou obstrução interna e aponta para um agente externo como responsável por bloquear a entrada de ar nos pulmões.

Segundo as primeiras informações levantadas pela Polícia Militar, os pais de Maria Raíra apresentavam sinais de embriaguez quando chegaram ao hospital. A mãe relatou aos policiais que havia bebido e dormido ao lado dos filhos. Horas depois, outra criança da família a acordou ao perceber que a bebê estava arroxeada e com sangramento nasal. A mãe, então, a levou à unidade hospitalar, onde o óbito foi confirmado pela equipe médica.

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O Conselho Tutelar também foi acionado para acompanhar a ocorrência. A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar as circunstâncias da morte e já ouviu a mãe da criança. As investigações seguem em andamento.

O laudo pericial foi encaminhado à autoridade policial responsável pelo caso, que dará continuidade às diligências para esclarecer o que aconteceu com a bebê.

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