A ex-deputada federal Carla Zambelli terá que esperar mais um pouco pela decisão sobre seu futuro. A Corte de Apelação de Roma, na Itália, adiou novamente o julgamento do pedido de extradição feito pelo governo brasileiro. Com isso, a expectativa é que o caso só seja retomado na primeira quinzena de fevereiro.
Zambelli está detida desde julho do ano passado no complexo penitenciário de Rebibbia, nos arredores de Roma. Ela renunciou ao cargo de deputada federal no mês passado, após o Supremo Tribunal Federal (STF) declarar a perda de seu mandato. Desde dezembro, a ex-parlamentar aguarda uma definição sobre o pedido de extradição.
O julgamento estava previsto inicialmente para 18 de dezembro. Naquela ocasião, o adiamento aconteceu porque a defesa de Zambelli pediu mais tempo para analisar documentos que o Brasil enviou sobre o sistema carcerário nacional. Dessa vez, nesta terça-feira (20), a Corte de Apelação alegou falta de tempo para concluir a análise do caso.
Brasil busca garantir extradição com detalhes sobre prisão feminina
Para tentar convencer as autoridades italianas de que Carla Zambelli não correria riscos no Brasil, o governo Lula enviou informações detalhadas sobre as condições da Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia. É lá que Zambelli seria detida caso a extradição seja aprovada.
Os documentos, enviados pelo Itamaraty, destacam que na Colmeia as detentas do regime fechado, semiaberto e as presas provisórias ficam em:
"blocos distintos, assegurando a não convivência entre internas de regimes diversos".
No entanto, a defesa de Zambelli quer mais garantias. Durante a sessão desta terça-feira, os advogados pediram informações adicionais sobre as condições da Colmeia. Além disso, solicitaram que Eduardo Tagliaferro, ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), preste depoimento à Justiça italiana.
As informações são da Agência Brasil e do jornal O Globo. Depois da decisão da Corte de Apelação, o processo ainda pode ter mais uma etapa. Tanto a defesa de Zambelli quanto o governo brasileiro podem recorrer à Corte de Cassação da Itália, independentemente do resultado deste julgamento.







