O Tribunal do Júri de Salvador condenou, nesta terça-feira (14), os responsáveis pelo assassinato da ialorixá e líder quilombola Maria Bernadete Pacífico Moreira. O executor do crime, Arielson da Conceição Santos, recebeu uma pena de 40 anos, 5 meses e 22 dias de reclusão.
Já o mandante do homicídio, Marílio dos Santos, foi condenado a 9 anos e 9 meses de prisão. De acordo com a sentença da juíza Gelzi Maria Almeida Souza Matos, Arielson permanecerá preso, enquanto um novo mandado de prisão foi expedido contra Marílio, que ainda não foi capturado.
Mãe Bernadete foi morta com 25 tiros dentro de sua casa, no Quilombo Pitanga dos Palmares, em Simões Filho, no mês de agosto de 2023. O crime aconteceu na frente de três netos da vítima, que tinham entre 12 e 18 anos na época.
As investigações do Ministério Público revelaram que a líder religiosa foi executada por enfrentar o tráfico de drogas na região. Ela era contra a expansão das bocas de fumo e havia exigido a retirada de uma barraca usada por criminosos para a venda de entorpecentes dentro da comunidade.
Jurandir Pacífico, filho da ialorixá, acompanhou o julgamento e afirmou que, apesar da dor de relembrar o crime brutal, o sentimento é de que a justiça finalmente começou a ser feita. Para a acusação, o crime foi cometido de forma cruel e sem chance de defesa para a vítima.
Outros três homens denunciados pelo envolvimento no assassinato ainda aguardam julgamento. O caso ganhou repercussão internacional devido à importância de Mãe Bernadete na luta pelos direitos das comunidades quilombolas na Bahia.







