O ajudante de eletricista Enthony da Silva, passageiro do ônibus que tombou na BR-251, em Minas Gerais, e resultou na morte de cinco pessoas, relatou falhas no veículo durante a viagem. Ele embarcou em Paulo Afonso (BA) com destino a Ouro Branco (MG), onde iria trabalhar.
Segundo Enthony, problemas mecânicos foram percebidos ainda antes do acidente.
“Já tinha dois dias que estávamos viajando e o ônibus vinha falhando. Mas eles não pararam para resolver. Fiquei sabendo depois que viajaram o caminho todo sem os freios traseiros, só com os dianteiros. Eles mexeram nos pneus na hora do almoço, mas quando chegamos à Serra, o ônibus perdeu o freio totalmente”, relatou.
O ajudante também disse que passageiros notaram um funcionamento irregular da caixa de marchas.
Publicidade“Percebemos que, a cada troca de marcha, a caixa fazia muito barulho. Todo mundo notou, ficamos preocupados, mas não pensamos que poderia acontecer um acidente”, acrescentou.
Enthony saiu ileso do acidente e descreveu a experiência como uma segunda chance de vida:
“Foi Deus que me deu essa oportunidade. Vou trabalhar e dar o melhor de mim para minha vida e para minha namorada”, disse.
O ônibus tombou na noite de quarta-feira (21), na Serra de Francisco Sá, na altura do km 474,8 da BR-251. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, o veículo apresentou falha no sistema de frenagem em um trecho de declive e curva. O motorista não conseguiu reduzir a velocidade, resultando no tombamento às margens da rodovia.
O ônibus seguia de Arapiraca (AL) para Itapema (SC). Cinco passageiros, incluindo um bebê, morreram no local. Nove pessoas ficaram feridas com múltiplas fraturas ou escoriações, enquanto outras 34 sofreram ferimentos leves ou não se machucaram.
Ainda de acordo com os bombeiros, três motoristas se revezavam na direção do ônibus, mas o condutor que dirigia no momento do acidente não foi localizado. A PRF também confirmou que o motorista não estava no local.







