O influenciador baiano Diogo Santos de Almeida, o Diogo 305, está novamente na mira da justiça. Ele é um dos alvos da Operação Narco Fluxo, deflagrada pela Polícia Federal nesta quarta-feira (15), que investiga um esquema gigantesco de lavagem de dinheiro que já movimentou mais de R$ 1,6 bilhão.
Com um mandado de prisão em aberto, Diogo é suspeito de integrar uma organização criminosa que utiliza rifas digitais para esconder dinheiro do tráfico de drogas. A investigação aponta que o grupo vendia bilhetes por centavos para dificultar o rastreamento dos valores, oferecendo prêmios de luxo como carros importados e cavalos de raça.
A ostentação do influenciador chamou a atenção dos agentes. Entre as provas coletadas, está a compra de um avião de R$ 12 milhões em sociedade com outro investigado, valor totalmente fora da realidade financeira declarada por ele. Na casa de Diogo, em Salvador, a polícia apreendeu dez veículos, incluindo uma Lamborghini de R$ 4 milhões.
O caso ganha repercussão nacional por envolver figuras conhecidas, como os cantores MC Ryan SP e MC Poze do Rodo, além do criador da página Choquei. Ao todo, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 230 milhões e a apreensão de aeronaves ligadas ao grupo criminoso.
Esta não é a primeira vez que o baiano se envolve com a polícia. Em fevereiro, ele foi preso na Operação Falsas Promessas, que investigava rifas ilegais no Carnaval de Salvador, mas acabou sendo solto em março após uma decisão judicial por demora no processo.
As buscas da Polícia Federal aconteceram simultaneamente em cidades como Salvador, Feira de Santana e Camaçari, além de municípios em São Paulo. A polícia acredita que empresas de fachada eram usadas para lavar o dinheiro ilícito e dar aparência de legalidade aos lucros da quadrilha.







