Um homem de 34 anos foi preso nesta quinta-feira (19) em Conceição do Coité, na Bahia. Ele é suspeito de vender materiais que foram furtados da Coelba, a concessionária de energia, e usava as redes sociais para anunciar os produtos.
A prisão aconteceu depois de uma investigação da Polícia Civil focada no comércio ilegal de fios elétricos e conectores que pertencem à Coelba. Os policiais civis descobriram que o suspeito estava divulgando esses itens na internet, e o que chamou a atenção foram os adesivos com a identificação da própria empresa de energia que ele exibia nas fotos dos anúncios.
Essa exibição clara dos adesivos da Coelba nas peças que estavam sendo vendidas irregularmente foi essencial para levantar as suspeitas e ajudar os investigadores a identificar a origem ilícita dos materiais. Com essas informações, a polícia conseguiu chegar até a residência do homem.
Materiais com identificação da Coelba apreendidos
Na casa do investigado, a polícia encontrou e apreendeu uma grande quantidade de fios elétricos e conectores. Todos esses itens tinham a marca e a identificação da Coelba, o que confirmou que eram, de fato, materiais roubados da empresa.
Quando questionado pelos policiais, o homem disse que tinha comprado os objetos em Alagoinhas, no Agreste baiano. No entanto, essa explicação não convenceu os investigadores e não afastou a forte suspeita de que os materiais tinham origem ilegal.
A prática de furtar e vender materiais de infraestrutura, como fios elétricos, é um problema sério que afeta diretamente a prestação de serviços públicos. Além de causar prejuízos financeiros às empresas, como a Coelba, a ação de criminosos pode interromper o fornecimento de energia, colocando em risco a segurança da população e gerando custos extras que, muitas vezes, são repassados ao consumidor.
Ao final da ação, o homem foi preso em flagrante pelo crime de receptação qualificada. Este tipo de receptação se aplica quando o produto furtado ou roubado envolve bens que são utilizados em serviços públicos, como é o caso dos materiais da Coelba. Ele agora está à disposição da Justiça, aguardando os próximos passos do processo legal.







