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Polícia

Habib entra em campo: advogados negam acusações contra baiano preso com 500 kg de cocaína e blindam nome do pai

Gabinete do professor Sérgio Habib divulgou nota pública afirmando que Marcelo Nabuco Zollinger nega categoricamente todas as imputações e que o médico Marcelo Zollinger não tem qualquer vínculo com o caso.

Redação ChicoSabeTudo
28 de junho, 2026 · 08:09 3 min de leitura
Veleiro interceptado pela Polícia Nacional da Espanha no Oceano Atlântico com cocaína a bordo
Veleiro interceptado pela Polícia Nacional da Espanha no Oceano Atlântico com cocaína a bordo

Um dia após a identidade do empresário baiano ser amplamente noticiada pela imprensa, a defesa de Marcelo Nabuco Zollinger veio a público neste sábado (27) para negar todas as acusações contra o cliente e pedir que o nome do pai não seja arrastado para o caso.

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A manifestação foi assinada pelo gabinete do advogado Sérgio Habib, um dos criminalistas mais conhecidos do país. Em nota pública, os advogados Sérgio Habib e Thales Habib afirmam que o empresário "nega veementemente todas as acusações" e sustentam que os fatos serão esclarecidos durante a instrução criminal, que, segundo a defesa, "sequer foi iniciada".

Os advogados também pedem que seja respeitado o princípio constitucional da presunção de inocência e criticam o que classificam como um julgamento antecipado pela opinião pública. A nota invoca ainda a garantia do contraditório e da ampla defesa, ressaltando que uma condenação só pode ocorrer mediante decisão judicial definitiva.

Outro ponto central da nota é a defesa do pai do acusado. A família compartilha o mesmo sobrenome, e a confusão entre os nomes gerou associações indevidas na cobertura jornalística. Os advogados esclareceram que o nome correto do investigado é Marcelo Nabuco Zollinger — e não simplesmente "Marcelo Zollinger", como vinha sendo divulgado. O pai, médico e empresário Marcelo Zollinger, é conhecido por atuar na área de cirurgia bariátrica e por ter exercido o cargo de superintendente executivo do Hospital da Bahia. Segundo a defesa, ele não tem qualquer relação com as atividades do filho.

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Após deixar o setor hospitalar, Marcelo Nabuco Zollinger atuou em empresas da capital baiana na área comercial e, desde 2018, aparecia como sócio da concessionária New Bahia Harley-Davidson — empresa que encerrou as atividades em maio de 2024.

O caso ganhou repercussão nacional após a divulgação da prisão, ocorrida no dia 18 de junho. Marcelo Nabuco Zollinger foi preso durante uma operação da Polícia Nacional da Espanha que interceptou um veleiro transportando quase 500 quilos de cocaína no Oceano Atlântico, a cerca de 740 quilômetros ao sul das Ilhas Canárias. Além do empresário baiano, outros dois homens, um brasileiro e um marroquino, também foram detidos.

A embarcação foi monitorada durante vários dias antes de ser abordada por agentes do Serviço de Vigilância Aduaneira da Espanha, com apoio da Guarda Civil e da Polícia Nacional. A abordagem ocorreu em condições climáticas adversas, com ondas de aproximadamente quatro metros e forte agitação marítima. Apesar disso, agentes especializados conseguiram acessar a embarcação e realizar a prisão sem registro de confronto ou resistência dos tripulantes.

A ação integra duas operações internacionais de combate ao tráfico marítimo de drogas: a Pascal-Lino, desenvolvida em parceria entre Espanha e França, e a Azul, coordenada pela Polícia Judiciária de Portugal por meio do Centro de Análise contra o Narcotráfico Marítimo no Atlântico (MAOC-N). A investigação conta ainda com participação de autoridades da Espanha, França, Portugal, Reino Unido, Estados Unidos e da agência europeia Frontex.

O veleiro apreendido foi levado ao Porto de Las Palmas, nas Ilhas Canárias, onde passou por inspeção detalhada. As investigações seguem em andamento para identificar a origem da carga de entorpecentes, o destino da droga e a possível participação de outras pessoas na organização criminosa. Os três detidos permanecem à disposição da Justiça espanhola e poderão responder por tráfico internacional de drogas e associação criminosa, conforme a legislação local.

Na nota, a defesa encerrou pedindo equilíbrio e rigor informativo à sociedade e aos veículos de comunicação, e declarou manter confiança nas instituições brasileiras para a realização do processo judicial.

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