Uma mulher de 33 anos, considerada foragida da Justiça, foi presa na segunda-feira (1º) no bairro Bonfim III, em Senhor do Bonfim, no norte da Bahia. Ela é apontada pela Polícia Civil como integrante de um grupo especializado em roubo de veículos e extorsão de proprietários que buscavam recuperar seus bens.
Segundo informações divulgadas pela Polícia Civil, os crimes atribuídos à suspeita foram cometidos entre abril e maio deste ano nas cidades de Valença e Feira de Santana, no interior baiano. O mandado de prisão temporária foi cumprido após trabalho de inteligência e cruzamento de dados realizado pela corporação.
A investigação identificou que a mulher era a titular das contas bancárias utilizadas para receber as transferências feitas pelas vítimas. O esquema funcionava da seguinte forma: o grupo roubava os veículos e, em seguida, exigia pagamento dos donos como condição para a devolução dos automóveis. As vítimas eram obrigadas a transferir os valores para as contas da suspeita.
A prática de usar contas de terceiros ou de laranjas para receber valores extorquidos é um padrão recorrente em grupos criminosos do interior baiano. Em outro caso registrado em Feira de Santana em abril deste ano, um esquema semelhante de extorsão ligado a veículos resultou em prejuízo estimado em R$ 892 mil a locadoras da cidade, segundo a Polícia Civil.
Após a prisão, a suspeita foi encaminhada ao Conjunto Penal de Juazeiro, conforme informou a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap). Ela responderá pelos crimes de estelionato, extorsão e associação criminosa.
A Polícia Civil não divulgou detalhes sobre o número total de integrantes do grupo nem sobre quantas vítimas chegaram a fazer pagamentos. As investigações seguem em andamento para identificar outros possíveis envolvidos no esquema.
Casos como este reforçam o alerta das autoridades para que proprietários de veículos roubados não cedam a exigências de pagamento antes de acionar a polícia. Especialistas em segurança pública orientam que qualquer tentativa de extorsão deve ser denunciada imediatamente, pois o pagamento não garante a devolução do bem e ainda financia a atividade criminosa.







