Paulo Afonso · BA
Última hora
Operação prende 14 suspeitos em Salvador nesta manhãSTF retoma julgamento sobre marco temporal nesta tardeVitória empata em casa pela Copa do BrasilVagas de emprego no polo de Camaçari saltam 22%Salvador registra maior volume de chuva do mês
PI 637
Polícia

Filho mata a mãe e corta o dedo dela para acessar contas bancárias

Estudante de Direito é preso em São Paulo suspeito de matar a mãe, ocultar o corpo e usar o dedo dela para tentar acessar contas bancárias.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Polícia
25 de novembro, 2025 · 15:00 3 min de leitura
Imagem: Reprodução/Redes sociais
Imagem: Reprodução/Redes sociais

Um estudante de Direito de 28 anos foi preso em São Paulo suspeito de matar a própria mãe, a professora aposentada Eliana Roschel, de 61 anos, e de utilizar um dedo da vítima para tentar acessar suas contas bancárias pelo celular. O caso ocorreu no distrito de Parelheiros, na zona sul da capital paulista, e é investigado pela Polícia Civil como homicídio e ocultação de cadáver, entre outros delitos.

Publicidade

De acordo com as investigações, mãe e filho moravam juntos quando, em 10 de novembro, os dois teriam discutido dentro da residência. Durante o desentendimento, o suspeito, identificado como Maurício Gonçalves Garcia, teria empurrado a mãe, que caiu, bateu a cabeça próximo à escada e ficou desacordada. Em vez de acionar socorro médico, o filho colocou Eliana no sofá e deixou o imóvel em seguida, segundo relatos colhidos pela polícia.

Dois dias depois, ainda conforme a apuração policial, o estudante retornou ao local e encontrou a mãe já morta. Nesse momento, ele teria enrolado o corpo em um lençol e iniciado os preparativos para ocultar o cadáver. Investigações indicam que Maurício cortou um dos dedos da vítima com o objetivo de desbloquear o telefone celular e movimentar contas bancárias associadas a ela por meio de biometria digital.

A polícia apurou que o corpo de Eliana foi colocado no porta-malas do carro que ela utilizava e levado até uma área de pouca circulação. Em versões divulgadas por diferentes veículos, o cadáver teria sido abandonado em um terreno baldio ou em uma estrada de terra na região de Parelheiros, onde foi incendiado com o uso de combustível. O objetivo, segundo os investigadores, seria dificultar a identificação da vítima e a descoberta das circunstâncias do crime.

Publicidade

Após a morte da mãe, o suspeito tentou manter a aparência de normalidade. De acordo com informações colhidas pela Polícia Civil, por cerca de dez dias ele usou o celular de Eliana para responder mensagens em nome dela e seguir a rotina nas redes sociais, com o intuito de evitar que parentes e conhecidos desconfiassem do desaparecimento. Nesse período, também teria tentado acessar e movimentar valores de contas bancárias vinculadas à professora aposentada.

Familiares relataram à imprensa que episódios de violência anteriores já haviam sido registrados dentro de casa. Há cerca de dois anos, segundo depoimentos, o estudante teria amarrado a mãe com fita adesiva e subtraído dinheiro dela. Na ocasião, porém, Eliana não teria formalizado boletim de ocorrência, na esperança de que o comportamento do filho mudasse. Esses relatos agora são considerados pela polícia como parte do contexto de violência familiar anterior ao homicídio.

O caso só chegou ao conhecimento das autoridades após outro crime. Dias depois da morte da mãe, o estudante foi detido pela Polícia Civil acusado de assaltar um posto de combustíveis. A partir dessa prisão, agentes cruzaram informações e chegaram à suspeita de que ele estaria envolvido também no desaparecimento e na morte de Eliana Roschel. As diligências levaram à identificação do corpo e ao detalhamento da dinâmica do crime, com base em laudos e oitivas.

Maurício Gonçalves Garcia foi encaminhado ao Centro de Detenção Provisória (CDP) do Cambuci, na região central de São Paulo. A Justiça decretou prisão temporária, por 30 dias, enquanto a Polícia Civil prossegue com a investigação para reunir provas sobre a morte de Eliana, a tentativa de uso de dados bancários da vítima e eventuais antecedentes de agressões no âmbito familiar.

Leia também