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Polícia

Feira de Santana: sócio do Feira FC é alvo de operação contra bets

MP apreendeu carros de luxo e dinheiro na casa do empresário Bruno Karttos, em Feira de Santana

Redação ChicoSabeTudo
14 de agosto, 2026 · 06:06 2 min de leitura
Condomínio de luxo em Feira de Santana onde MP cumpriu mandado na Operação Aposta Suja
Condomínio de luxo em Feira de Santana onde MP cumpriu mandado na Operação Aposta Suja

Uma operação do Ministério Público da Bahia (MP-BA) e do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) cumpriu, nesta quinta-feira (13), mandado de busca e apreensão em um condomínio de luxo de Feira de Santana. O alvo é uma organização suspeita de explorar bets ilegais, aplicar golpes contra apostadores e lavar dinheiro.

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Segundo apuração do portal Acorda Cidade, o endereço vistoriado pertence ao empresário Bruno Karttos, sócio e embaixador do Feira Futebol Clube. Durante a diligência, os agentes recolheram valores em espécie, parte deles em moeda estrangeira, além de um tablet, um celular e dois carros de alto padrão.

A chamada Operação Aposta Suja cumpriu, ao todo, sete mandados de busca e apreensão distribuídos entre Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo. As ordens judiciais foram expedidas pela 3ª Vara Criminal Especializada em Organização Criminosa.

As investigações apontam que o grupo mantinha diversos sites de apostas sem autorização do Ministério da Fazenda. Os valores depositados por usuários seriam direcionados a empresas de fachada, e as plataformas também são suspeitas de impedir apostadores de sacar o saldo disponível em suas contas.

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Um Relatório de Inteligência Financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontou que os alvos da investigação, entre pessoas físicas e empresas, teriam movimentado juntos mais de R$ 1,4 bilhão, com mais de 800 comunicações de operações suspeitas registradas entre 2022 e 2026. Segundo o levantamento, uma das empresas teria movimentado sozinha mais de R$ 100 milhões.

Conforme o Ministério Público, o esquema de lavagem incluía a conversão dos valores em criptoativos, a pulverização entre diversas contas e remessas ao exterior, com o objetivo de reintroduzir o dinheiro na economia formal.

A operação é conduzida pelo CyberGaeco do MP-RJ, com apoio de órgãos de inteligência e dos Ministérios Públicos da Bahia e de São Paulo, além da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda. Segundo o MP-RJ, os investigados podem responder por exploração ilegal de apostas de quota fixa, estelionato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. As apurações continuam para mapear a extensão da rede e definir o grau de participação de cada suspeito no esquema.

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