Uma operação conjunta do Ministério Público da Bahia (MP-BA) e do Ministério Público do Tocantins (MP-TO) mirou nesta quinta-feira (27) uma organização criminosa suspeita de roubar agrotóxicos de propriedades rurais no Oeste baiano. A ação foi batizada de "Operação Harvest".
Entre os investigados estão um fazendeiro do Oeste baiano e dois policiais militares, suspeitos de ocultar defensivos agrícolas roubados.
Ao todo, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão. Seis deles em Barreiras e Luís Eduardo Magalhães, na Bahia. Os outros dois mandados foram cumpridos em Brasília, no Distrito Federal, e em Luziânia, em Goiás.
Segundo apurações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MP-TO, o grupo investigado agiu entre o ano passado e o primeiro trimestre deste ano, com atuação voltada para o Tocantins e a Bahia.
De acordo com as investigações, a organização estaria dividida em núcleos com funções distintas: articulação, logística e execução dos roubos, incluindo escolta armada dos produtos levados. Além dos agrotóxicos, o grupo também é suspeito de subtrair armas, veículos e outros bens de valor durante as ações.
O nome dado à operação faz referência ao modo de agir da quadrilha: os ataques eram planejados para os momentos em que os defensivos agrícolas de maior valor estavam armazenados nas propriedades, como uma espécie de colheita ilegal.
Na Bahia, a ação contou com apoio da Companhia Independente de Policiamento Especializado Cerrado (Cipe Cerrado) e da Corregedoria da Polícia Militar da Bahia (PM-BA). Também houve colaboração de setores de inteligência de outras corporações policiais.
Os suspeitos ainda respondem às investigações e, até o momento, não foram condenados por nenhum crime relacionado ao caso.







