A diretora de tributos do Carrefour, Luciene Petroni Castro Neves, foi alvo de uma operação policial na manhã desta quinta-feira (26). Agentes cumpriram mandados de busca e apreensão na residência da executiva para investigar um esquema de corrupção infiltrado na Secretaria da Fazenda de São Paulo.
As investigações apontam que Luciene mantinha contato direto com o auditor fiscal Artur Gomes da Silva Neto. Ele é apontado como o mentor de um grupo que teria arrecadado cerca de R$ 1 bilhão em propinas, beneficiando grandes empresas do setor varejista.
O Ministério Público detalha que o esquema funcionava com a troca de favores: o fiscal agilizava a liberação de créditos de ICMS-ST para o Carrefour e, em contrapartida, recebia pagamentos ilegais. Mensagens de WhatsApp interceptadas mostram o auditor orientando a executiva sobre documentos e acelerando processos internos.
Segundo os promotores, as conversas indicam que a rede de supermercados recebia tratamento privilegiado dentro do órgão público. Luciene, que é responsável por toda a estratégia tributária e compliance da empresa, é peça-chave na apuração que busca confirmar o pagamento das propinas.
A operação é um desdobramento da Operação Ícaro, que já investigava fraudes na fiscalização estadual desde o ano passado. Até o momento, os registros sugerem que executivos da companhia estariam cientes e envolvidos nos repasses financeiros ao fiscal.







