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Polícia

Escândalo no presídio: Ex-diretora e político combinaram ataques contra secretaria após fuga em massa

Mensagens reveladas pelo MP mostram plano para culpar o governo e abafar investigações sobre fuga de 16 presos.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Polícia
20 de abril, 2026 · 10:24 1 min de leitura

A investigação sobre a fuga de 16 presos do Conjunto Penal de Eunápolis ganhou um novo capítulo explosivo. Mensagens interceptadas pelo Ministério Público da Bahia revelam que a ex-diretora da unidade, Joneuma Silva Neres, e o ex-deputado federal Uldurico Júnior tentaram alinhar um discurso para atacar a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) e se livrar de responsabilidades.

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Em conversas registradas logo após Joneuma ser afastada do cargo por decisão da Justiça, ela afirmou categoricamente que a Seap costuma 'abafar' situações críticas quando lhe convém. A estratégia do grupo era tentar minimizar a gravidade da fuga em Eunápolis, citando outros casos de escapes com armas pesadas para fazer o episódio parecer algo comum.

O desespero da ex-diretora ficou evidente nas mensagens enviadas a Uldurico. Ela relatou medo constante de ser presa e se sentia abandonada pela cúpula do sistema prisional. Para se defender, Joneuma monitorava de perto quem prestava depoimento ao Gaeco, tentando antecipar o que funcionários do presídio diriam aos investigadores.

Uldurico Júnior também entrou na ofensiva política para proteger a aliada e a si mesmo. Em mensagens enviadas ao ex-ministro Geddel Vieira Lima, o ex-deputado chamou a secretaria de 'covarde' e acusou o órgão de forçar servidores a prestarem depoimentos falsos contra ele e a ex-diretora.

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Além dos ataques, havia uma preocupação real com o que testemunhas específicas poderiam revelar. Joneuma demonstrou receio de que coordenadores da unidade tivessem sido 'mal instruídos' e acabassem entregando informações que fundamentassem pedidos de prisão contra os envolvidos no esquema.

Como última linha de defesa, a ex-diretora tentou jogar a culpa para cima, afirmando que já tinha enviado ofícios ao superintendente de Gestão Prisional alertando sobre falhas na estrutura do presídio. O caso segue sob investigação rigorosa do Ministério Público, que analisa o nível de interferência política na gestão das cadeias baianas.

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