Um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) revelou movimentações suspeitas envolvendo o Banco Master e o empresário baiano Nelson Tanure. O documento, enviado à CPI do Crime Organizado no Senado, detalha transações que incluem o uso de dinheiro em espécie e garantias com valores acima do real.
As investigações apontam que recursos do banco teriam sido destinados a empreendimentos ligados a Tanure, que já é alvo da Polícia Federal. O relatório abrange o período entre 2022 e 2025 e destaca operações que ultrapassam os limites permitidos pelas normas financeiras brasileiras.
Entre os casos que chamaram a atenção dos investigadores está uma operação de R$ 468,8 milhões realizada em setembro de 2024. A transação envolveu uma empresa de terraplanagem do Mato Grosso do Sul e, segundo o Coaf, contou com o uso de dinheiro vivo em alguma etapa do processo.
O Coaf é o órgão federal responsável por monitorar e combater a lavagem de dinheiro no país. Por lei, os bancos são obrigados a informar qualquer movimentação de grande porte ou que apresente sinais de irregularidade, o que motivou a elaboração deste dossiê.
A defesa de Nelson Tanure negou qualquer irregularidade e afirmou que o empresário não possui sociedade com o Banco Master, tendo sido apenas cliente da instituição nos últimos anos. Já a defesa de Daniel Vorcaro, ligado ao banco, não se manifestou sobre o assunto.







