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Polícia

Desaparecimento de crianças cresce no Brasil

Em 2025, quase 24 mil crianças e adolescentes desapareceram no Brasil, representando 28% do total. Um aumento de 8% em relação a 2024, com a maioria dos casos envolvendo meninas.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Polícia
01 de fevereiro, 2026 · 13:24 2 min de leitura
Foto: Tânia Rego / Agência Brasil
Foto: Tânia Rego / Agência Brasil

Um dado alarmante veio à tona no Brasil: em 2025, quase três em cada dez pessoas desaparecidas em todo o país eram crianças ou adolescentes. Os números, divulgados pelo Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), mostram uma realidade preocupante que atinge milhares de famílias.

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No total, foram 84.760 ocorrências de desaparecimento registradas no último ano. Desses, impressionantes 23.919 casos, o que representa 28% do total, envolviam pessoas com menos de 18 anos. Isso significa que, em média, as delegacias de polícia brasileiras registraram 66 boletins de ocorrência por dia sobre o sumiço de crianças e adolescentes. É como se, a cada dia, mais de sessenta famílias recebessem a notícia do desaparecimento de um filho, irmão ou neto.

Aumento preocupante ano a ano

A situação mostra um crescimento considerável. Comparado a 2024, quando 22.092 desaparecimentos de crianças e adolescentes foram notificados, 2025 apresentou um aumento de 8%. Esse percentual é o dobro do aumento geral de casos de desaparecimento no país, que subiu 4% no mesmo período (de 81.406 para 84.760 ocorrências).

Apesar de o total de casos do último ano ser quase 14% menor do que as 27.730 ocorrências de 2019 – ano em que a Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas começou a valer –, a curva de crescimento gradual que se iniciou em 2023, com 20.445 denúncias, continua subindo. Isso indica que, embora tenhamos um marco legal para lidar com o problema, o número de crianças e adolescentes sumidos voltou a crescer.

Meninas são a maioria entre os jovens desaparecidos

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Um fato que chama atenção nos dados é a diferença de gênero. Enquanto no total de desaparecimentos em geral os homens representam 64%, na faixa infantojuvenil a maioria das ocorrências, cerca de 62%, envolve meninas. Esse dado aponta para a necessidade de investigações e políticas públicas que considerem as especificidades de cada grupo.

Desde 2019, a lei brasileira define como desaparecido qualquer “ser humano cujo paradeiro é desconhecido, não importando a causa de seu desaparecimento, até que sua recuperação e identificação tenham sido confirmadas por vias físicas ou científicas”. Essa definição busca padronizar o registro e a busca, mas os números mostram que o desafio de encontrar essas pessoas ainda é imenso.

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