O delegado Sandro Marco Nunes Gomes, responsável pela Polícia Civil em Riachão de Santana, na Bahia, veio a público para se defender de sérias acusações. Ele nega veementemente ter coagido uma adolescente e também qualquer conluio com o juiz Paulo Rodrigo Pantusa. Em uma nota enviada ao portal Bahia Notícias nesta quarta-feira (4), o delegado alega que as denúncias são, na verdade, uma reação do advogado Aslon Victor Rodrigues Lima.
Segundo Sandro Gomes, a “ira” do advogado teria surgido depois que foi aberto um inquérito por calúnia qualificada e desacato contra a investigadora Amanda Santos Silva. O delegado defende que essa situação está por trás das acusações recentes, que ele classifica como uma tentativa de “causar desgaste à Polícia Civil e ao Poder Judiciário de Riachão de Santana”.
As Acusações Contra o Delegado e o Juiz
A reportagem do Bahia Notícias trouxe à tona depoimentos manuscritos que indicam que uma jovem de 14 anos teria sido pressionada pelo delegado Sandro Gomes e pelo juiz Paulo Pantusa. O objetivo, conforme a denúncia, seria fazer com que a garota mentisse em depoimento contra um homem que estaria preso ilegalmente pelo juiz. Esse homem seria justamente o advogado Aslon Lima, pivô do conflito.
“Foram colhidas todas as provas, inclusive de um outro advogado que estava no local que confirmou as investidas do advogado Aslon Victor Rodrigues Lima, xingando e desacatando a investigadora que teve que ser acolhida pelo outro advogado, em razão do abalo sofrido”, relatou o delegado em sua nota pública.
O delegado também explicou que a insatisfação do advogado Aslon Lima com o Juiz da Comarca teria aumentado porque o Ministério Público estadual (MP-BA) aceitou a denúncia de calúnia contra ele. Além disso, o processo foi reenviado à Procuradoria para uma nova análise, pois se entendeu que houve desacato.
Defesa do Delegado sobre o Caso da Adolescente
Em relação ao caso da jovem de 14 anos, Sandro Gomes é categórico. Ele afirma que “as acusações são totalmente infundadas”. Ele ainda garante que nunca teve contato e nem conhece a menor, que foi vítima de abuso sexual. Para reforçar sua defesa, o delegado disse que nas datas mencionadas nas acusações, em julho de 2025, ele estaria de férias na cidade de Guanambi.
Ele esclareceu que, como delegado, sua função foi receber a escuta especializada da menor e tomar as medidas de polícia judiciária necessárias. Isso, segundo ele, foi feito dentro da legalidade. Foram instaurados os seguintes inquéritos e enviados ao Poder Judiciário:
- 8000451-43.2025.8.05.0212
- 8000518-08.2025.8.05.0212
- 8000001-03.2025.8.05.0212
Sandro Gomes sugere que, diante do histórico comprovado da denúncia de calúnia contra Aslon, o advogado “deve ter manipulado a menor para dizer as inverdades, com o escopo tentar a todo custo prejudicar à Polícia Civil em Riacho de Santana e o Poder Judiciário do mesmo município, pedindo-os para assinar documentos fora da realidade, o que poderá ensejar em diversos outros crimes”.
O titular da Polícia Civil conclui afirmando que as ações do advogado seriam motivadas por “uma mente doentia que quer a todo custo manipular pessoas, sobretudo aquelas que já foram presas, com o escopo de querer remover as duas autoridades do Município”.







