O mecânico Alexsandro Oliveira Santos, de 44 anos, mais conhecido pelo apelido de Gazinho, foi encontrado morto na tarde do último sábado (4) às margens da BR-330, em uma área de matagal próxima ao entroncamento com a BA-120, região de Gongogi, no sul da Bahia. Ele estava desaparecido desde o dia 27 de junho — oito dias antes de o corpo ser localizado.
De acordo com a Polícia Civil, Alexsandro havia desaparecido no dia 27 de junho, depois de deixar a casa da mãe, no município de Ubatã. Segundo relatos da família, ele informou que sairia para realizar um serviço, mas não retornou e não fez mais contato.
A irmã do mecânico, Laisa Oliveira dos Santos, contou que Alexsandro saiu de sua residência em Ipiaú informando que passaria a noite na casa da mãe, em Ubatã. Ele chegou ao local, mas deixou a casa por volta das 17h, dizendo que iria verificar a execução de um serviço. Aquela foi a última vez em que a família o viu com vida.
O veículo da vítima foi localizado no dia seguinte, 28 de junho, às margens do entroncamento entre a BR-330, nas proximidades de Ubatã, e a BA-120, na região de Gongogi. No início das investigações, parentes relataram que o mecânico viajava na companhia de uma mulher no momento em que desapareceu; em depoimento inicial, ela afirmou que o homem sofreu um surto psicótico repentino, parou o automóvel na rodovia e correu em direção à vegetação.
A partir da localização do carro, familiares e autoridades iniciaram buscas na área. Durante as operações, equipes do Corpo de Bombeiros realizaram varreduras no Rio de Contas, em um trecho próximo à ponte que liga as duas rodovias, na tentativa de localizar o mecânico.
De acordo com relatos de familiares que compareceram ao local do encontro do cadáver, um par de sandálias e um relógio de pulso que permanecia junto ao corpo foram prontamente reconhecidos como sendo de propriedade de Gazinho. O corpo foi localizado em avançado estado de decomposição, às margens da BR-330, em um perímetro próximo ao trevo de acesso à rodovia BA-120.
O delegado Rodrigo Fernando de Souza, responsável pelas investigações, informou que a principal suspeita inicial é de morte natural, já que o corpo não apresentava sinais aparentes de violência. No entanto, a palavra final depende dos exames periciais.
Em nota, a Polícia Civil confirmou a identificação da vítima como Alexsandro Oliveira Santos. O corpo foi encaminhado para o Departamento de Polícia Técnica de Itabuna, onde passa por perícia. O laudo necroscópico, que deve ser emitido nos próximos dias, será fundamental para apontar a real causa da morte e direcionar o andamento do inquérito instaurado pela Polícia Civil.







