A Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCRJ) atribui ao Comando Vermelho (CV) a morte do comerciante conhecido como “Cascudo do Gás”, em Tanguá, na região metropolitana do Rio. De acordo com as investigações, a vítima foi executada após se recusar a pagar uma taxa exigida por criminosos que atuariam no controle do comércio local.
Segundo a apuração policial, Carlos Henrique Paula de Souza — que também teria sido ex-candidato a vereador no município — foi morto a tiros no dia 27 de dezembro de 2025, em frente ao próprio estabelecimento, no centro da cidade. A dinâmica descrita pela polícia indica que dois homens em uma motocicleta se aproximaram, sacaram armas de fogo e dispararam contra o comerciante, que teve o óbito constatado ainda no local.
A PCRJ afirma que traficantes ligados à facção vinham impondo cobranças ilegais a comerciantes da região para permitir o funcionamento de lojas e serviços. As investigações apontam que a vítima teria sido alvo justamente por não aceitar as exigências feitas pelo grupo.
Além das cobranças, a polícia também apura que os criminosos teriam restringido a venda de alguns produtos — como água, carvão e cigarros — como forma de ampliar o controle sobre o comércio e aumentar os lucros do tráfico.
Nesta quinta-feira (8), a Polícia Civil realizou uma operação contra suspeitos de envolvimento no esquema e prendeu cinco pessoas em flagrante, além de apreender drogas, rádios transmissores, balança de precisão, celulares e dinheiro em espécie.







