A Justiça do Paraguai determinou, nesta segunda-feira (13), a prisão preventiva da empresária Dalia López. Ela é apontada como a principal responsável por fornecer os passaportes falsos que levaram à prisão do ex-jogador Ronaldinho Gaúcho e de seu irmão, Roberto de Assis, em 2020.
Dalia estava foragida há cerca de seis anos e foi capturada no início deste mês em Assunção. Após passar por audiência, o juiz Francisco Acevedo decidiu que ela deve ser transferida para um presídio na cidade de Emboscada, localizada a 35 km da capital, devido ao alto risco de uma nova fuga.
A empresária é investigada por associação criminosa e falsificação de documentos. Segundo as investigações, ela teria articulado o esquema que entregou identidades paraguaias adulteradas ao craque brasileiro para uma viagem de eventos beneficentes no país vizinho.
O caso ganhou repercussão mundial quando Ronaldinho e o irmão foram detidos logo após o desembarque. O ex-camisa 10 da Seleção Brasileira chegou a passar cerca de um mês em uma unidade policial antes de conseguir o direito à prisão domiciliar em um hotel de luxo.
Para deixar a cadeia na época, a defesa do ex-jogador precisou desembolsar uma fiança milionária de aproximadamente 1,6 milhão de dólares. Ao todo, o esquema de falsificação movimentou as autoridades paraguaias e já resultou no indiciamento de 18 pessoas envolvidas na rede ilegal.







