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Caso dos policiais mortos em Delmiro Gouveia chega ao fim: PCAL encerra inquérito após quase um mês

Delegacia Geral convoca coletiva para esta quarta (17) em Maceió; suspeito Gildate Goes segue preso preventivamente desde o dia do crime

Redação ChicoSabeTudo
17 de junho, 2026 · 06:02 2 min de leitura
Portal ChicoSabeTudo
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A Polícia Civil de Alagoas (PCAL) encerrou o inquérito que investigava o assassinato dos agentes Yago Gomes Pereira e Denivaldo Jardel Lira Moraes, mortos na madrugada do dia 20 de maio de 2026, dentro de uma viatura da própria corporação, no município de Delmiro Gouveia, no Alto Sertão alagoano. Os detalhes serão apresentados à imprensa nesta quarta-feira (17), às 11h50, na sede da Delegacia Geral, no bairro de Jacarecica, em Maceió.

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Yago Gomes Pereira, de 33 anos, e Denivaldo Jardel Lira Moraes, de 47 anos, morreram após serem baleados por outro policial civil dentro da viatura em que estavam. Os três agentes envolvidos na tragédia eram lotados na 1ª Delegacia Regional de Delmiro Gouveia.

Conforme as apurações iniciais, os três policiais retornavam de uma ocorrência quando Gildate, que estava no banco traseiro da viatura, teria atirado contra os colegas. O crime aconteceu na Rua Floriano Peixoto, no Centro de Delmiro Gouveia. Equipes do Corpo de Bombeiros e do SAMU foram acionadas, mas Yago Gomes e Denivaldo Jardel já estavam sem vida quando o socorro chegou.

A Justiça de Alagoas converteu em prisão preventiva a detenção do policial civil Gildate Goes Moraes Sobrinho, de 61 anos, suspeito de matar os dois colegas de farda. A decisão considerou que medidas cautelares seriam insuficientes para garantir a segurança da investigação e da sociedade. O juiz determinou ainda que o suspeito permanecesse em cela separada, por ser agente de segurança pública.

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O prazo para conclusão do inquérito havia sido prorrogado em 15 dias devido à complexidade das diligências. As investigações incluíram a extração forense dos aparelhos apreendidos e confrontos balísticos das armas encontradas no local do crime.

A Justiça de Alagoas também autorizou a quebra do sigilo telemático de Gildate Goes Moraes Sobrinho. A comissão de delegados responsável pelo caso pediu autorização judicial para acessar, extrair e analisar dados dos aparelhos celulares do suspeito e das vítimas, com o objetivo de reunir novas informações que pudessem ajudar a esclarecer a dinâmica do crime, tratado como duplo homicídio.

Segundo o delegado Flávio Dutra, o caso foi tratado como homicídio qualificado pela impossibilidade de defesa das vítimas e todas as perícias necessárias foram solicitadas pela comissão responsável pelo inquérito. A investigação foi conduzida pelos delegados Eduardo Mero, Antônio Carlos Lessa, Sidney Tenório e Flávio Dutra.

Yago havia ingressado na Polícia Civil em 2023. Já Denivaldo tinha mais de dez anos na corporação. Denivaldo Jardel, natural de Serra Talhada, em Pernambuco, deixou três filhos. Nos últimos meses, celebrava conquistas importantes na vida pessoal, entre elas o nascimento de uma filha e a aprovação do filho mais velho no curso de Medicina.

A coletiva desta quarta-feira (17) deve esclarecer as circunstâncias definitivas do crime e os próximos passos do caso, que deverá ser enviado ao Ministério Público de Alagoas para as medidas cabíveis.

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