Um homem foi contido pela Polícia Militar na tarde de quinta-feira (2) após agredir a própria mãe dentro de casa, no município de Carneiros, no Médio Sertão de Alagoas. O caso só chegou ao conhecimento dos militares porque outro filho da vítima se deslocou até o Grupamento de Polícia Militar (GPM) local para denunciar o irmão.
Segundo informações divulgadas pela redação do ITNoticias, a mulher contou aos policiais que o suspeito chegou em casa fazendo barulho. Quando ela o repreendeu, ele passou a ameaçar quebrar os pertences da residência. Em seguida, arremessou panelas no chão, jogou o prato de comida e desferiu um soco na boca da própria mãe. Ao saber que a polícia seria chamada, ele tentou fugir.
A guarnição do 7º Batalhão de Polícia Militar (7º BPM) localizou o suspeito durante as diligências. Ele apresentava sinais visíveis de embriaguez no momento da abordagem.
Vítima e suspeito foram encaminhados ao Hospital de Senador Rui Palmeira para a realização de exame de corpo de delito. Após o atendimento, ambos foram levados ao CISP de São José da Tapera para o registro formal da ocorrência. Entretanto, segundo a Polícia Militar, o sistema da Polícia Civil estava indisponível naquele momento, o que impediu a conclusão do procedimento.
Diante do impasse, as partes assumiram o compromisso de comparecer posteriormente ao CISP de Senador Rui Palmeira para formalizar as medidas legais cabíveis.
O caso reacende o debate sobre violência doméstica no interior de Alagoas, cenário que tem se repetido com frequência no Sertão alagoano. A Lei Maria da Penha também ampara mães em situação de violência praticada por filhos. A Lei 15.411/26 amplia as hipóteses de afastamento do agressor do lar, e o risco à integridade física, moral ou patrimonial da mulher também pode justificar a retirada imediata do autor da violência.
De acordo com o Painel de Dados do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania, o estado de Alagoas já registrou em 2026 o total de 756 casos de violações contra a mulher. O número inclui maus-tratos, exploração e demais fatos que atentem contra os direitos das vítimas.
Quem presenciar ou souber de casos de violência doméstica pode acionar a Polícia Militar pelo número 190 ou a Polícia Civil pelo 197, de forma anônima.







