A comunidade de fé e a família da apóstola Carine Carvalho receberam uma triste notícia nesta terça-feira (6): Carine morreu em Salvador, na Bahia. Ela estava internada há seis meses, lutando pela vida após ser baleada na cabeça no dia 5 de julho do ano passado.
O crime aconteceu de forma brutal. Carine estava dentro de um carro, no bairro da Engomadeira, em Salvador, quando foi atingida por um tiro. Até o momento, a polícia não prendeu nenhum suspeito envolvido no ataque que chocou a todos.
Relembre o ataque: Família alvo de tiros após evento gospel
No dia em que foi baleada, Carine não estava sozinha. Ela voltava de um evento gospel, acompanhada de seus filhos e do marido, Manoel Carvalho, que também é pastor. A família se dirigiu até o bairro da Engomadeira para deixar um amigo que mora na região.
O pastor Manoel Carvalho, marido de Carine, relatou os momentos de terror. Ao chegar na Engomadeira, ele viu homens armados. Para evitar qualquer problema, ele se identificou como pastor, mostrou a Bíblia e, segundo seu relato, conseguiu uma espécie de “autorização” para entrar no bairro.
Publicidade“Chegamos na Engomadeira, avistei homens armados, me identifiquei, mostrei a Bíblia e recebi autorização para entrar no bairro. No entanto, após deixar o morador em casa, o veículo em que estávamos foi alvo de disparos”, contou o pastor Manoel Carvalho.
Foi nesse momento, logo depois de deixar o amigo, que o carro da família foi atingido por tiros. Carine Carvalho foi gravemente ferida na cabeça.
Longa batalha pela vida e a triste despedida
Após ser baleada, a apóstola Carine foi socorrida e levada às pressas para o Hospital Geral Roberto Santos (HGRS). Lá, ela passou por uma delicada cirurgia de quatro horas para a retirada do projétil. Na ocasião, a equipe médica informou que seu estado de saúde era considerado estável, alimentando a esperança de recuperação.
No entanto, a batalha foi longa e difícil. Ainda em 2023, Carine Carvalho foi transferida para o Hospital de Cuidados Paliativos, localizado no bairro de Monte Serrat, também em Salvador. Ela permaneceu internada lá por meses, recebendo todos os cuidados possíveis, até a sua morte nesta terça-feira.
A perda da apóstola Carine Carvalho, seis meses após o violento ataque, deixa uma lacuna na comunidade religiosa e um clamor por justiça, já que os responsáveis pelo crime ainda não foram identificados nem presos.







