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Antes da viagem, filho teve “pressentimento ruim” sobre mãe que morreu em acidente com romeiros

Cleusa Simão, 63, morreu no acidente com ônibus em AL. O filho, Adriano, revelou à TV Pajuçara que teve um "pressentimento ruim" antes da viagem.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Polícia
04 de fevereiro, 2026 · 14:26 3 min de leitura
Imagem: ChicoSabeTudo.com.br
Imagem: ChicoSabeTudo.com.br

A manhã de terça-feira (3) ficará marcada como um dos capítulos mais tristes da história de Coité do Nóia. Um grave acidente envolvendo um ônibus que transportava romeiros no Médio Sertão do estado resultou na morte de 16 pessoas. Entre as vítimas fatais está Cleusa Simão Lima, de 63 anos, cuja partida foi antecedida por uma dolorosa intuição de seu filho, Adriano Simão.

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O veículo, que retornava de uma peregrinação religiosa em Juazeiro do Norte (CE) com destino a Coité do Nóia (AL), acidentou-se em um trecho da rodovia em São José da Tapera. Cleusa viajava acompanhada de dois filhos e outros fiéis.

A premonição da despedida

Em meio à dor do reconhecimento e dos trâmites legais, Adriano Simão compartilhou um relato comovente sobre os dias que antecederam a viagem. Em entrevista concedida ao repórter Júlio César Oliveira, da TV Pajuçara/RECORD, ele revelou que um sentimento de apreensão o dominou antes mesmo de o ônibus deixar Alagoas.

“Comentei com a minha esposa que estava com um pressentimento ruim dessa viagem: ‘Rapaz, minha mãe ainda nem foi para Juazeiro e eu já estou sentindo falta dela’. Infelizmente, ela foi e não voltou com vida”, desabafou Adriano, visivelmente emocionado.

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O destino, por pouco, não foi ainda mais cruel com a família Simão. O pai de Adriano, esposo de Cleusa, também estava programado para embarcar na excursão religiosa. No entanto, de última hora, desistiu da viagem alegando não estar com vontade, uma decisão que acabou preservando sua vida.

O impacto e a confirmação

A notícia do acidente chegou a Adriano de forma fragmentada e brutal. Um de seus irmãos, que estava no mesmo ônibus e sobreviveu, foi o responsável por transmitir as primeiras informações do local. Segundo o relato, o impacto foi tão violento que o corpo de Cleusa teria sido arremessado a cerca de 15 metros do veículo.

Inicialmente, Adriano custou a processar a realidade dos fatos. “Tomei um susto, achei que não fosse verdade. A gente começou a procurar informação, fui até o posto da cidade e lá confirmaram que realmente tinha acontecido a tragédia”, relatou.

Uma cidade em luto

O município de Coité do Nóia, no Agreste de Alagoas, vive um momento de consternação coletiva. A peregrinação a Juazeiro do Norte é uma tradição forte na região. De acordo com o prefeito da cidade, Bueno Higino, uma caravana composta por 17 ônibus havia deixado o município, transportando entre 800 e 900 devotos. O acidente ocorreu justamente no comboio de retorno, transformando a celebração de fé em luto.

Diante da magnitude do acidente e do número elevado de vítimas, o governador de Alagoas, Paulo Dantas, decretou luto oficial de três dias em todo o estado.

Investigações em curso

As autoridades estaduais agiram rapidamente para apurar as circunstâncias do sinistro. O Governo de Alagoas informou que a Polícia Civil já instaurou um inquérito para investigar as causas do acidente. Perícias no local e no veículo, bem como o depoimento de sobreviventes e testemunhas, serão fundamentais para determinar o que provocou a perda de controle do ônibus e a consequente tragédia que vitimou Cleusa e outros 15 alagoanos.

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