Um pedido no plenário que chocou parte do país. O deputado federal André Fernandes (PL-CE) pediu, na quarta‑feira (29), “um minuto de aplausos” pelos traficantes mortos depois da megaoperação no Rio de Janeiro — ação que atingiu os complexos do Alemão e da Penha, na zona norte, com participação da Polícia Civil e da Polícia Militar.
O que aconteceu
Relatos da imprensa, com base em balanços das autoridades do estado, apontaram a operação como a mais letal da história do Rio. Foram indicados entre 119 e 121 mortos, incluindo suspeitos, e a morte de quatro policiais. As forças informaram também a apreensão de mais de 100 armas — entre elas dezenas de fuzis — e drogas.
Na tribuna, Fernandes disse: “Como já foi dado um minuto de silêncio aos quatro policiais militares e civis ali no Rio de Janeiro, eu gostaria de pedir que esta Casa fizesse, neste exato momento, um minuto de aplausos para os mais de 100 bandidos assassinados no Rio de Janeiro. Pode chegar a 200, 300, o quanto seja necessário”.
Que repercussão isso teve?
Reações
O pedido provocou respostas imediatas na cena política. No Palácio do Planalto, o ministro da Secretaria‑Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL‑SP), criticou a declaração e afirmou que “a 'cabeça do crime organizado' não está 'no barraco de uma favela'”, em referência a operações de investigação financeira. No Rio, o governador Cláudio Castro (PL) elogiou a atuação das forças estaduais e destacou apreensões e prisões.
Parlamentares, tanto do governo quanto da oposição, também se manifestaram — ora criticando, ora apoiando a operação e as falas no plenário. Balanços sobre mortes, prisões e apreensões foram divulgados pela imprensa com base nas informações das autoridades fluminenses.







