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Polícia

Alexandre de Moraes concede prisão domiciliar humanitária a Augusto Heleno

Ministro Alexandre de Moraes concede prisão domiciliar ao general Augusto Heleno, ex-GSI, após diagnóstico de Alzheimer confirmado por perícia da PF.

Redação ChicoSabeTudoRedação · Polícia
22 de dezembro, 2025 · 22:16 2 min de leitura
Foto: Tom Molina / STF
Foto: Tom Molina / STF

Prisão Domiciliar Concedida a Augusto Heleno por Alzheimer

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta segunda-feira (22) que o general Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) no governo de Jair Bolsonaro e condenado em um caso ligado à chamada trama golpista, vai cumprir sua pena em regime de prisão domiciliar. Essa medida, conhecida como 'prisão domiciliar humanitária', foi concedida após um pedido feito pela defesa do militar.

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A defesa de Heleno pediu a mudança do regime de prisão alegando que o ex-ministro sofre de Alzheimer desde 2024. Para confirmar a condição de saúde, o general passou por um exame detalhado feito pela Polícia Federal. Só depois dessa confirmação oficial, o benefício da prisão em casa foi concedido por Moraes, levando em conta a condição de saúde do militar.

Em sua própria residência, o general Heleno precisará seguir uma série de regras estabelecidas por Moraes. A mais conhecida dessas condições é o uso de uma tornozeleira eletrônica, um dispositivo que permite às autoridades monitorarem sua localização constantemente. Além da tornozeleira, outras medidas cautelares, que servem para garantir o cumprimento da pena e a segurança do processo judicial, serão impostas ao ex-ministro, visando assegurar que ele permaneça em sua residência e não infrinja nenhuma das determinações.

Moraes foi claro ao destacar que, caso Augusto Heleno não cumpra qualquer uma das condições impostas, ele pode perder o direito à prisão domiciliar. Isso significa que o benefício é condicional e exige total conformidade do general com as determinações da Justiça.

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A prisão domiciliar humanitária é uma prerrogativa legal concedida em situações específicas, geralmente quando há questões de saúde graves ou idade avançada que impossibilitam a permanência em um estabelecimento prisional comum. A decisão leva em conta a dignidade da pessoa e a inviabilidade de um tratamento adequado ou de condições mínimas dentro do sistema carcerário. Nesse caso, a doença de Alzheimer foi o fator determinante para a concessão do benefício a Augusto Heleno.

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