Talvane e seus quatro assessores são condenados pela Chacina da Gruta

Foram três dias intensos de um julgamento que foi acompanhado em todo o Brasil.

Por volta da quatro horas da manhã desta quinta-feira(19/01), os jurados decidiram que José Alexandre Santos, vulgo Zé Piaba, Jadielson Barbosa da Silva, Alécio César Alves Vasco, Mendonça Medeiros, foram os autores materiais, e o médico Talvane Albuquerque, foi o mandante do crime que vitimou Ceci Cunha, Juvenal da Cunha, Iran Carlos Pureza, e Ítala Pureza, em um episódio nacionalmente conhecido como Chacina da Gruta.

De acordo com o juiz Andre Granja as provas foram suficientes para provar que os envolvidos cometeram o crime a mando do ex-deputado Talvane Albuquerque, tendo como motivação o fato do deputado, que era primeiro suplente, tentar assumir o cargo.

Granja disse ainda que o crime foi cometido de forma fria e brutal e sem chance de defesa, sendo utilizado armas de grosso calibre, tendo os responsáveis invadido um ambiente familiar dispostos a matar qualquer pessoa que ali estivesse.

Penas dos acusados

Jadielson Barbosa foi condenado a 25 anos de prisão pela materialidade da morte de Ceci Cunha, e 26 anos e oito meses pela materialidade de cada um dos assassinatos de Juvenal da Cunha, Iran Carlos Pureza e Ítala Pureza. Impondo o que é acordado pelo artigo 69, ele foi condenado cumulativamente a 105 anos de prisão, sendo cumprido em regime fechado.

Alécio César Vasco, foi condenado a 20 anos e 10 meses de prisão pela materialidade da morte de Ceci Cunha, e 22 anos, 1 mês e 20 dias pela materialidade de cada um dos assassinatos de Juvenal da Cunha, Iran Carlos Pureza e Ítala Pureza. Impondo o que é acordado pelo artigo 69, ele foi condenado cumulativamente a 87 anos e três meses de prisão, sendo cumprido em regime fechado.

José Alexandre dos Santos, foi condenado a 25 anos de prisão pela materialidade da morte de Ceci Cunha, e 20 anos e 6 meses pela materialidade de cada um dos assassinatos de Juvenal da Cunha, Iran Carlos Pureza e Ítala Pureza. Impondo o que é acordado pelo artigo 69, ele foi condenado cumulativamente a 105 anos de prisão, sendo cumprido em regime fechado

Mendonça Medeiros, foi condenado a 17 anos e 6 meses de prisão pela materialidade da morte de Ceci Cunha, e 20 anos de prisão pela materialidade de cada um dos assassinatos de Juvenal da Cunha, Iran Carlos Pureza e Ítala Pureza. Impondo o que é acordado pelo artigo 69, ele foi condenado cumulativamente a 75 anos e sete meses de prisão, sendo cumprido em regime fechado

Talvane Albuquerque foi condenado a 23 anos e 4 meses por encomendar, contratar e financiar a morte da então deputada federal Ceci Cunha e a 26 anos e 8 meses, pela autoria de cada um dos assassinatos de Juvenal da Cunha, Iran Carlos Pureza e Ítala Pureza. Impondo o que é acordado pelo artigo 69, ele foi condenado cumulativamente a 103 anos e quatro meses de prisão, sendo cumprido em regime fechado

O Julgamento

Na última segunda-feira (16), primeiro dia de julgamento dos acusados de participação na morte da deputada federal, Ceci Cunha, de seu marido e mais dois parentes, testemunhas de defesa e acusação foram ouvidas pelo juiz André Granja, no Fórum da Justiça Federal, localizado na Serraria.

No banco dos réus estão José Alexandre Santos, vulgo Zé Piaba, Jadielson Barbosa da Silva, Alécio César Alves Vasco, Mendonça Medeiros, que seriam os autores materiais, e o médico Talvane Albuquerque, acusado de ser o mandante do crime.

No auditório do tribunal do júri, parentes das vítimas, políticos e jornalistas de todo o país acompanharam os depoimentos, entre eles o da imã de Ceci Cunha, e única sobrevivente da chacina da Gruta, Claudinete Santos Maranhão, que também perdeu o marido no episódio. Ela reconheceu Jadielson Barbosa como um dos executores.

Claudinete estava em um dos quartos da casa e teria ouvido um dos assassinos dizer a frase: “a deputada é esta” e em seguida, efetuar os disparos de espingarda. Eles chegaram em um veículo de cor escura. Para ela, o crime teve conotação política e beneficiaria Talvane Albuquerque, suplente de Ceci na Câmara Federal.

Autor intelectual

Talvane Albuquerque confirmou ter ligação com Chapeu de couro e negou ser o mandante da chacina. Ele disse que não era amigo de Ceci Cunha, mas que não sentia ódio por ela e acusou o ex-governador Manoel Gomes de Barros, o Mano, e quatro policiais pelo crime.

Segundo Albuquerque, a motivação do crime seria a desistência de Ceci de disputar as eleições em 1998 como vice-governadora de Mano para se candidatar a deputada federal. Com isso, a deputado teria quebrado um acordo equivalente a R$ 2 milhões para ser vice de Mano.

Da Redação ChicoSabeTudo
Fonte:Cadaminuto

Comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

oito + 10 =

Veja também