Representantes de quadrilhas juninas na Bahia falam do impacto sem festa pelo 2º ano consecutivo

Representantes das quadrilhas de Salvador, que durante o São João viajavam pelo estado e também pelo país, contaram, em entrevista ao G1, sobre os impactos econômicos e culturais em consequência da pandemia.

Sem indumentárias juninas, ensaios, dança ou música. Pelo segundo ano consecutivo, as quadrilhas juninas não vão invadir espaços das cidades da Bahia por causa da pandemia da Covid-19.

Teve grupo que decidiu se reinventar, como é o caso da Imperatriz do Forró, quadrilha junina do subúrbio da capital baiana, que possui cerca de 200 pessoas entre dançarinos e corpo técnico.

“Paramos tudo, fizemos lives, mas a quadrilha mesmo não deu para continuar. A gente tem encontros virtuais, nos falamos por WhatsApp para não esfriar a quadrilha. Esse grupo tem, além de todo trabalho de fortalecimento cultural, uma tradição social. Então, como temos muitos integrantes adolescentes comecei a pensar em como deixá-los ocupados na pandemia”, conta Armany Celebridade, presidente do grupo.

Armany conta como usou a arte para manter muitos jovens que integravam a quadrilha junina, em atividade. A beleza ritmada em forma de coreografia foi interrompida, temporariamente, para dar lugar a uma série com cenas da vida real de quem mora na periferia de Salvador. Este ano, além do espaço que vem ganhando na internet, Armany diz que ao observar que o São João seria cancelado mais uma vez, apostou na continuidade do trabalho audiovisual com a série de comédia “A vidente”.

Comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

3 × dois =